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Consumo de peixe segue baixo no Brasil
Diferenças culturais influenciam diretamente o consumo entre regiões brasileiras

Consumo de peixe segue baixo no Brasil
O consumo de pescado no Brasil segue abaixo da média mundial e levanta preocupações sobre alimentação e saúde. (Foto: Freepik)

Publicado em 23/04/2026

O consumo de pescado no Brasil segue abaixo da média mundial e acende um alerta sobre hábitos alimentares e saúde. Durante participação em um programa de rádio, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, defendeu a ampliação do consumo de peixe como forma de melhorar a qualidade de vida da população.

“A gente precisa consumir mais pescado. Comer peixe significa ter uma vida melhor”, afirmou o ministro, ao destacar que o brasileiro consome, em média, 12 quilos por ano, enquanto a média global chega a 20 quilos por pessoa.

Segundo ele, o cenário é ainda mais preocupante em regiões como Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde o consumo pode cair para cerca de cinco quilos por ano. Em contraste, áreas com forte tradição pesqueira, como a Região Amazônica, registram índices entre 30 e 40 quilos por pessoa, podendo chegar a 120 quilos em comunidades ribeirinhas.

Além da questão cultural, o ministro ressaltou os benefícios do pescado para a saúde. Rico em nutrientes e com menor impacto ambiental, o peixe é considerado uma das proteínas mais completas para a alimentação.

O governo também tem buscado facilitar o acesso ao produto e fortalecer a cadeia produtiva. Entre as medidas, está a desburocratização para que pescadores consigam inserir sua produção no mercado formal e a definição da nota fiscal como documento obrigatório para garantir a origem do pescado.

Outro ponto em debate é a venda direta, prática comum em regiões litorâneas. Segundo o ministro, é necessário equilibrar a exigência sanitária com a realidade dos pescadores artesanais, que muitas vezes dependem da comercialização direta para manter a atividade.

A proposta, segundo ele, é ampliar o diálogo e encontrar soluções que garantam segurança alimentar sem inviabilizar o trabalho de pequenos produtores.

Com isso, o governo tenta não apenas estimular o consumo de peixe, mas também fortalecer uma cadeia produtiva que impacta diretamente a economia e a segurança alimentar no país.

 

 

Da redação

Fonte: Governo Federal

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