O preço invisível de não fazer exames de rotina
OMS estima que até 80% das doenças cardiovasculares e casos de diabetes tipo 2 podem ser evitados com detecção antecipada e mudança de hábitos
É cada vez mais comum ouvir frases como “não sinto nada, então está tudo bem”. Esse pensamento, é um dos grandes inimigos da prevenção à saúde. 70,6% dos brasileiros não realizam check-ups de rotina com frequência, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a maioria das pessoas acaba deixando de detectar doenças crônicas e silenciosas em estágios iniciais, como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemias (colesterol alto) e alguns tipos de câncer, que podem evoluir por anos sem sintomas aparentes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 80% das doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 podem ser prevenidas com detecção precoce e mudanças no estilo de vida, reforçando a importância do check-up anual. De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC), os principais exames de sangue estão: hemograma completo, importante para identificar anemias e infecções; a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada, fundamentais para o rastreamento do diabetes; do colesterol total, (HDL- colesterol bom), (LDL-Colesterol ruim) e triglicerídeos, indicadores relevantes do risco de doenças no coração e vasos sanguíneos.
Além das análises de sangue, os exames de urina e fezes também desempenham papel fundamental na avaliação da saúde. O exame de urina tipo I auxilia na verificação da função renal, na identificação de infecções urinárias e alterações metabólicas. Já o exame parasitológico de fezes contribui para o diagnóstico de parasitoses e doenças gastrointestinais, ainda prevalentes no país.
No Sistema Único de Saúde (SUS), o caminho para exames de rotina é pela Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou Clínicas da Família. O cidadão agenda atendimento com a equipe de enfermagem e, em seguida, com médico clínico geral ou médico da família, que avalia fatores de risco, histórico e sintomas, e pode solicitar os exames indicados. A estratégia do SUS é fortalecer a prevenção como primeira linha de cuidado, com encaminhamentos para exames complementares quando necessário.
No caso dos planos de saúde, o acesso costuma ser mais direto. O paciente pode agendar consulta com um clínico geral ou profissionais aptos a solicitar os exames básicos de rotina. Dependendo dos resultados, o paciente pode ser encaminhado para especialistas como endocrinologista, cardiologista ou ginecologista. Os exames cobertos seguem o Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), garantindo acesso aos exames essenciais previstos em regulamentação.
Como temos mais de 70% da população sem check-ups regulares no Brasil, segundo o IBGE, este é um sinal de que a cultura da prevenção ainda precisa ser reforçada em todos os níveis. Ignorar os exames de rotina é abrir mão da prevenção e assumir riscos desnecessários à própria saúde. Tanto o SUS quanto os planos de saúde oferecem caminhos estruturados para o acompanhamento clínico, cada um com as suas particularidades.
O mais importante é compreender que esperar o surgimento de sintomas para buscar um médico e realizar exames, pode significar perder uma oportunidade valiosa de diagnóstico precoce, tratamento e cura. E a pergunta que fica é: quando foi a última vez que você marcou seus exames de rotina?
Da redação
Fonte: Fabrício Viana Sousa
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