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Festas corporativas escondem armadilhas que custam empregos
Momentos de celebração continuam sujeitos ao código de conduta corporativo

Festas corporativas escondem armadilhas que custam empregos
Especialistas alertam para os riscos profissionais em festas corporativas. (Foto: Freepik)

Publicado em 28/11/2025

As confraternizações de fim de ano marcam o encerramento de ciclos e a celebração das conquistas corporativas. Mas o que deveria ser apenas um momento de descontração pode se transformar em um verdadeiro pesadelo profissional. Exageros, comportamentos inadequados e até situações de assédio são mais comuns do que se imagina, e podem resultar em demissões por justa causa.

De acordo com a ABRH-SP, o ambiente da festa continua sendo um ambiente de trabalho, e todos, dos estagiários aos executivos, devem manter o respeito, os limites e a postura ética esperada dentro da empresa.

“É natural que as pessoas relaxem e celebrem, mas o fato de o evento ocorrer fora da sede da empresa não significa que as regras de conduta deixam de existir. A confraternização é uma extensão do ambiente corporativo”, destaca Eliane Aere, presidente da ABRH-SP.

Comportamentos que podem virar problema

Casos de embriaguez excessiva, discussões, postagens inadequadas nas redes sociais, brincadeiras constrangedoras e avanços indesejados são algumas das situações que podem gerar consequências sérias. Dependendo da gravidade, atitudes assim podem configurar assédio moral ou sexual, violação do código de ética e até motivo para demissão por justa causa.

“Muitos esquecem que, mesmo em um momento de lazer, ainda há uma hierarquia presente, e que chefes e liderados estão observando. É preciso saber equilibrar o lado social com o profissional”, completa Aere.

Dicas para evitar constrangimentos (e manter o emprego!)

Para colaboradores:

Beba com moderação – Lembre-se de que o evento é corporativo, não uma balada.
Evite conversas polêmicas – Política, religião e fofocas do escritório são temas que podem gerar atrito.
Cuidado com as redes sociais – Fotos e vídeos de colegas sem consentimento podem causar desconforto e até repercussão negativa.
Mantenha o respeito – Não confunda descontração com intimidade.

Para líderes:

Dê o exemplo – O comportamento da liderança é o que define os limites do evento.
Acolha sem excessos – Estimule o clima leve, mas sem incentivar exageros.
Evite conversas avaliativas – A confraternização não é o momento para feedbacks ou cobranças.
Atenção ao pós-evento – Caso algo saia do controle, conduza o tratamento do tema de forma ética e sigilosa, preservando os envolvidos.

Mais do que uma festa, um reflexo da cultura organizacional

As confraternizações são oportunidades valiosas para fortalecer a cultura da empresa e o engajamento das equipes, desde que o ambiente seja seguro e respeitoso para todos. “O comportamento nas confraternizações revela muito sobre a cultura organizacional. Empresas que valorizam o respeito e a diversidade conseguem criar eventos onde as pessoas se sentem à vontade sem ultrapassar limites”, conclui a presidente.

 

 

 

Da redação

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