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Ela não é inofensiva
Suplementação sem orientação pode ser um risco à saúde

Ela não é inofensiva
Suplementos apesar de parecer só fazerem o bem, podem trazer consequências adversas (foto: Pixabay)

Publicado em 01/02/2026

Nos últimos anos, a suplementação alimentar deixou de ser um recurso terapêutico e passou a ser tratada, por muitas pessoas, como uma solução rápida para todos os problemas: cansaço, emagrecimento, ganho de massa muscular, imunidade, ansiedade e até melhora do humor. Basta abrir as redes sociais para encontrar alguém indicando vitaminas, minerais, chás, cápsulas ou pós milagrosos sem qualquer critério individual. O problema é que suplemento não é inofensivo. Apesar de serem vendidos com facilidade, quando utilizados sem orientação profissional podem trazer riscos reais à saúde.

Um dos erros mais comuns é a ideia de que “se é vitamina, não faz mal”. Faz, sim. O excesso de vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K, pode causar intoxicação, sobrecarga hepática, alterações hormonais e prejuízos renais. Minerais como ferro, zinco e selênio, quando consumidos sem necessidade, também podem provocar efeitos adversos importantes, além de mascarar ou agravar doenças já existentes.
Outro ponto de atenção é que nem todo sintoma indica deficiência nutricional. Cansaço, queda de cabelo, dificuldade de concentração e alterações de humor podem ter múltiplas causas: emocionais, hormonais, metabólicas ou relacionadas ao estilo de vida. Suplementar sem investigar a origem do problema pode atrasar diagnósticos e tratamentos adequados.
Além disso, cada organismo é único. Idade, sexo, uso de medicamentos, doenças pré- existentes, rotina alimentar e exames laboratoriais são fatores que precisam ser avaliados antes de qualquer prescrição. O que funciona para uma pessoa pode ser totalmente inadequado para outra. A suplementação, quando bem indicada, pode ser uma grande aliada da saúde. Mas ela deve ser personalizada, baseada em avaliação clínica e em exames laboratoriais. Não substitui uma alimentação equilibrada e tampouco deve ser guiada por modismos ou recomendações genéricas da internet.

Cuidar da saúde vai muito além de seguir tendências. Informação de qualidade, senso crítico e acompanhamento profissional são fundamentais para que escolhas feitas com a intenção de melhorar a saúde não acabem, paradoxalmente, causando danos.

Por Gabriela Morateli

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Sobre o autor

Gabriela Morateli dos Santos

Gabriela Morateli dos Santos

Nutricionista, com atuação voltada à promoção de um estilo de vida consciente, integrando corpo, mente e espírito, com foco em escolhas possíveis, autonomia alimentar e cuidado integral.


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