Como as páginas de um livro, por Luzia Almeida
Com a chegada do ano novo é como começássemos a escrever um novo um livro...
O ano de 2025 passou como se passam as páginas de um livro. E o que era belo e o que era torto ficaram pra trás. E, agora, enveredar por um ano que se inicia é como abrir um novo livro: se o escritor é brilhante sempre acharemos que sua ideia irá cativar-nos até o epílogo. No ano novo, somos nós mesmos que escrevemos as ideias na primeira página e continuar este trabalho de escrita depende de vontade e de disciplina. A vida acontece como num romance, mas totalmente independente de enredo, às vezes, com muita ficção: há mistério nisso e atração. A vida que pulsa em cada coração não precisa de caneta e é mais brilhante que os romances de Dostoievski, ela precisa de orvalho e, às vezes, de chuvas amenas. E sempre precisará de um doce sol para tirar a palidez de um rosto sem energia suficiente para seguir em frente por conta das pedras no caminho. Sempre seguindo em frente que “O Ano novo ainda não tem pecado: É tão criança...” como disse o Quintana.
Enveredar por um ano que se inicia requer coração de poeta e mãos de cirurgião porque há detalhes que impressionam mais que fatos e precisamos considerar a precisão nas atitudes sem descartar a emoção. A poesia e o desempenho de que cada página necessita pode estar concentrada além da razão, além do “Cabo Bojador”, além do epílogo.
Cada página de um livro convida-nos à reflexão e um romance não é feito apenas de descrições de paisagens, há também os conflitos!... Avançar a cada capítulo requer inteligência para encarar as surpresas, ainda que o escritor seja brilhante.
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Sobre o autor
Luzia Almeida
Luzia Almeida é professora, escritora e mestra em Comunicação
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