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Todos usufruirão, por Vinicius Lummertz
O complexo de lazer irá trazer um grande benefício para todos

Todos usufruirão, por Vinicius Lummertz
Novo Parque Urbano Marina Beira-Mar será um grande benefício para a população da Capital. Segundo o ex ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, 'Todos usufruirão'. (Foto: PMF)

Publicado em 15/02/2026

Florianópolis está prestes a ganhar um dos melhores espaços urbanos do Hemisfério Sul. O Parque Marina Beira-Mar não será apenas uma marina. Será parque, esporte, gastronomia, contemplação e encontro. Será cidade viva, em evolução.

E todos usufruirão.

Inclusive aqueles poucos que ainda resistem nos gabinetes com ar-condicionado. Inclusive os que transformam qualquer avanço urbano em disputa ideológica, numa cidade que teve nos seus aterros parte decisiva de sua própria viabilidade. Usufruirão — porque a vida urbana evolui. E, quando evolui, incorpora novas gerações e novos hábitos.

As grandes cidades costeiras da Europa, dos Estados Unidos e da Austrália já entenderam isso. Marinas integradas ao tecido urbano são espaços públicos qualificados: organizam a orla, ampliam o acesso ao mar, geram atividade econômica e elevam o padrão de convivência. Os encontros das cidades com o mar são celebrados como espaços especiais.

Não é o que ocorre hoje na Beira-Mar Norte, em Florianópolis — a principal avenida do Estado abriga, no centro do calçadão, uma elevatória de esgoto. Estranhamente, os ativistas mais radicais, os “contras”, naturalizaram essa anomalia no maior espaço de convivência pública de Santa Catarina. Frise-se: isso inexiste em cidades que valorizam sua frente marítima. Não há elevatória exposta em Ipanema ou Copacabana, nem em Cannes ou Santa Monica, que tem marinas . 

O Brasil possui cerca de 540 marinas formais. Pouco. A Europa reúne entre 10 mil e 11 mil. Os Estados Unidos operam número semelhante. O contraste revela o potencial de crescimento de um setor estratégico da economia azul brasileira. A Marina de Itajaí já é um sucesso nessa direção, e vai ganhando mais equipamentos que transformam Itajai . E isto deverá acontecer em todo o litoral catarinense. 

Mas o ponto central não é apenas estrutural. É humano.

O Parque Marina Beira-Mar gerará empregos diretos e indiretos em diversas frentes: marinheiros e auxiliares de marina; operadores de travel lift e equipamentos náuticos; mecânicos e eletricistas navais; técnicos em manutenção de embarcações; profissionais de marcenaria naval e fibra; equipes de segurança e gestão operacional; profissionais de limpeza e manutenção ambiental; instrutores de esportes náuticos; trabalhadores de restaurantes, cafés e comércio; gestores de eventos e atividades turísticas.

Além disso, funcionará como verdadeiro showroom da produção catarinense de barcos de lazer — responsável por mais de 80% da fabricação nacional. Trata-se de uma indústria do futuro, intensiva em trabalho qualificado e capaz de gerar empregos acima da média por real investido.

São empregos formais, muitos deles técnicos, com qualificação crescente e remuneração superior à média do setor de serviços tradicional. Cada embarcação que circula cria demanda contínua por manutenção, suprimentos e serviços especializados.

A economia azul não é abstrata. É concreta, territorial e permanente.

Houve resistência quando surgiram os shoppings. Hoje, até antigos críticos frequentam seus cinemas, restaurantes e lojas. Houve desconfiança em relação ao novo aeroporto. Hoje o Floripa Airport é símbolo da mudança de patamar urbano e do orgulho coletivo. A nova Ponte da Lagoa também se consolidou como sucesso.

O mesmo acontecerá aqui.

Os que hoje ainda criticam caminharão pelo parque, utilizarão os equipamentos esportivos e náuticos, frequentarão os restaurantes e contemplarão o pôr do sol na baía. Incorporarão o espaço ao cotidiano, como já ocorreu com outras transformações que elevaram o padrão urbano da cidade.

Florianópolis nasceu voltada para o mar. Florianópolis veio pelo mar. O Parque Marina Beira-Mar é um reencontro com essa vocação — agora com planejamento, transparência e qualidade.

O debate construtivo foi legítimo, ainda que longo — quatro décadas. Agora vem a construção.

A cidade evolui. Todos evoluímos com erros e acertos. E, quando uma sociedade evolui, todos usufruem.

 

 

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Sobre o autor

Vinicius Lummertz

Vinicius Lummertz

Ex-Ministro do Turismo, ex-Presidente da Embratur, ex-Secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, ex-Secretário de Articulação Internacional de Santa Catarina


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