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Servidores mantêm paralisação e cidade vive tensão
Sindicato afirma legalidade do movimento enquanto Prefeitura reforça posição contrária e aplica medidas administrativas

Servidores mantêm paralisação e cidade vive tensão
A greve dos servidores municipais de Florianópolis segue nesta segunda-feira (4) sem acordo entre sindicato e Prefeitura. (Foto: Divulgação/Sintrasem

Publicado em 04/05/2026

A paralisação dos servidores municipais de Florianópolis continua nesta segunda-feira (4), marcada por impasse entre a categoria e a Prefeitura. Enquanto o sindicato afirma que o movimento segue legal e organizado, a administração municipal reforça o entendimento de ilegalidade e pede o retorno imediato ao trabalho.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Sintrasem), não houve notificação oficial sobre qualquer decisão judicial que considere a greve ilegal. A entidade sustenta que cumpriu os requisitos previstos na Lei de Greve e afirma que sua assessoria jurídica está preparada para adotar medidas em defesa do movimento.

Sindicato mantém mobilização

Em posicionamentos divulgados à categoria, o sindicato afirma que a paralisação segue “firme” e construída a partir da insatisfação com o que considera falta de diálogo por parte do governo municipal. A entidade também critica tentativas de deslegitimar o movimento e reforça que não pretende recuar diante de pressões.

Uma assembleia ficou marcada para esta segunda-feira, às 13h, na Praça Tancredo Neves, no Centro da Capital. O encontro reuniu trabalhadores em um ato público para cobrar negociação, defender o direito de greve e pedir a retirada de possíveis punições aplicadas aos servidores.

Prefeitura reforça posição e aponta impactos

Já a Prefeitura de Florianópolis mantém o posicionamento de que a greve é ilegal. Em publicação nas redes sociais, o prefeito Topázio Neto declarou que a mobilização “não se justifica sob hipótese nenhuma” e afirmou que o movimento prejudica a população e os próprios servidores.

O prefeito também apelou para que o sindicato oriente o retorno ao trabalho, destacando que acordos coletivos firmados estariam sendo cumpridos pela gestão. A administração confirmou ainda que servidores que aderiram à paralisação estão tendo descontos salariais referentes aos dias não trabalhados.

Situação dos serviços

Dados divulgados pela Prefeitura indicam que os serviços seguem em funcionamento, apesar da adesão parcial à greve.

Na área da educação, todas as 41 Escolas Básicas Municipais registraram atendimento normal nesta segunda-feira. Nos Núcleos de Educação Infantil Municipal, duas unidades estão sem atendimento, enquanto 82 seguem em operação. A adesão dos profissionais é de 23,1% nas escolas e 22,1% nos NEIMs.

Na saúde, o índice geral de profissionais em greve é de 10,79%. As unidades com maior percentual de adesão estão localizadas nos bairros Saco Grande, Novo Continente, Cachoeira do Bom Jesus e Rio Tavares.

Impasse continua

Sem avanço nas negociações até o momento, a greve entra em mais um dia com posições opostas entre sindicato e Prefeitura. De um lado, a categoria reforça a mobilização e cobra diálogo; do outro, o município sustenta a ilegalidade do movimento e mantém medidas administrativas.

A assembleia prevista para esta tarde deve definir os próximos passos da paralisação.

 

 

Da redação

Fonte: PMF/Sintrasem

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