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Raul Sartori apresenta mix de notícias políticas de SC - 15/04

Raul Sartori apresenta mix de notícias políticas de SC - 15/04
Profecia política segue se confirmando na charge de Ed. Carlos ***CLIQUE PARA AMPLIAR

Publicado em 15/04/2026

Parece praga

   Para a opinião pública, o Congresso Nacional tem uma das piores avaliações de credibilidade, o que não chega a ser uma surpresa. Aqui vale sempre relembrar um famoso comentário do deputado Ulysses Guimarães (1916-1992), feito ao final da Assembleia Nacional Constituinte em 1988, presidida por ele. O lendário parlamentar foi confrontado sobre a qualidade dos políticos daquela legislatura e soltou a pérola que se transformou numa espécie de profecia:  “Se acha este Congresso ruim, espere só o próximo”. É sim uma profecia, que na real, parece mesmo é uma praga.

 

 

Virem-se 1

  O Tribunal de Contas do Estado divulgou ontem resultado de levantamento sobre os serviços de acolhimento institucional destinados a jovens e adultos com deficiência no Estado, a partir de informações solicitadas e enviadas por 255 dos 295 municípios. O resultado é preocupante, para não dizer assustador: apenas 10 declararam possuir tal serviço em seu território, totalizando 16 unidades de acolhimento institucionais. Outro dado diz respeito à natureza dos serviços em execução: 84,5% das instituições acolhedoras têm fins lucrativos.

 

 

Virem-se 2

   Além disso, 92 municípios relataram enviar pessoas com deficiência para acolhimento fora de seus territórios, inclusive para outros Estados, comprometendo vínculos familiares e comunitários. O estudo ainda apontou falhas significativas na estrutura e na fiscalização dos serviços, como, por exemplo, o fato de que apenas 32% dos municípios contam com equipe técnica multiprofissional completa.  Por fim, 60% dos municípios pesquisados informaram que não desenvolvem ações de convivência familiar e mais de 70% desconhecem a existência de tecnologias assistivas nas instituições.

 

 

Vicaricídio 1

      Um julgamento na comarca de Ponte Serrada  foi o primeiro em SC sob a égide da lei federal 5.384, de 9 de abril passado, que estabelece como crime a prática de violência vicária, passando a se chamar vicaricídio.  A legislação determina que está sujeito a pena de reclusão de 20 a 40 anos quem “matar descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher, com o fim específico de causar-lhe sofrimento, punição ou controle, no contexto de violência doméstica e familiar”.

 

 

Vicaricídio 2

    É aumentada de um terço até a metade se o crime for praticado na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento, punição ou controle; contra criança, adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; em descumprimento de medida protetiva de urgência. No caso, um homem matou a filha, pouco antes de completar um ano, após a companheira, mãe da criança, ter rompido o relacionamento. Foi condenado a 71 anos de reclusão.

 

 

Música erudita

   É hercúleo e desafiador, diante do meu gosto musical geral diante de tanto lixo que se produz – do sertanejo ao funk e axé, dentre muitos, com honrosas exceções -, o projeto do maestro Jeferson Della Rocca que leva música erudita gratuita a estudantes de SC. Já passou por 29 escolas públicas com seu Programa Estadual de Formação de Plateia para a Música Erudita. Ao longo deste ano chegará a mais 60.

 

 

Fogo amigo

   O senador Jorge Seif (PL-SC), que se meteu num bate-boca com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) , está atiçando as tensões dentro do partido com mais uma investida. Desta vez contra a deputada estadual Ana Campagnolo, que ao fazer ressalvas  à candidatura do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro ao Senado por SC, foi pejorativamente qualificada por ele como “professorazinha”.

 

 

Orelha

    No último sábado, ativistas se reuniram na Times Square, em Nova York, em mais um ato internacional exigindo justiça pelo cão Orelha e por todos os animais vítimas de crueldade. Como se constata, o caso ultrapassou fronteiras e se tornou símbolo de uma luta global por respeito, proteção e dignidade aos animais. E isso é bom.

 

 

Rebelião

   O sindicato dos postos de combustíveis de SC foi um dos primeiros a se insurgir, recebendo adesões imediatas de outros oito, contra o atual comando da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustiveis). Os dissidentes, que representam um bloco que representa 65% dos postos, já entregou carta de desfiliação, descontente com a “falta de liderança” diante do quadro atual de preços do diesel e gasolina, e quer criar outra entidade.

 

 

Jornalismo

   “Se queres ser universal comece por pintar a tua aldeia”, disse, em frase autoexplicável, que se tornou célebre, o grande escritor russo Leon Tolstoi, que certamente não foi captada pelos responsáveis pelos principais portais de notícias de SC, que agora inventaram de serem “nacionais”.

 

 

Faltam casas

   O governo estadual nem diz mais qual o déficit habitacional em SC para pessoas de baixa renda, mas está se esforçando, com o que propaga ser o maior programa da história do Estado, o Casa Catarina, que já contabiliza a adesão de 239 municípios, o que representa 81% deles. O investimento anunciado é de R$ 654,3 milhões, para atender 34 mil famílias.

 

 

Sem homicídios 1

   SC realmente se consolida como um cenário atípico de redução da violência letal em comparação com o que acontece no resto do país. Em março deste ano o Estado não apenas reduziu o volume de crimes, como registrou cerca de 90% dos municípios sem homicídios, um total de 264 dentre 295. Ao todo, foram contabilizados 40  no período, o melhor resultado em quase duas décadas.

 

 

Sem homicídios 2

     O dado mais expressivo de março não está nas grandes cidades, mas na capilaridade da segurança. Apenas 31 municípios registraram mortes violentas no período. Isso significa que, para a ampla maioria da população catarinense, o homicídio é uma realidade estatística distante, cenário que coloca o Estado em conformidade com padrões de segurança de nações desenvolvidas.

 

 

 

 

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Sobre o autor

Raul Sartori

Raul Sartori

Jornalista e colunista de política do Imagem da Ilha


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