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“A Conspiração Condor” estreia nesta quinta e promete tensão com investigação jornalística
A morte de dois ex-presidentes brasileiros durante a ditadura militar é o tema deste suspense político estrelado

“A Conspiração Condor” estreia nesta quinta e promete tensão com investigação jornalística
Ambientado nos anos 1970, o longa acompanha uma jornalista que decide investigar versões oficiais sobre mortes de ex-presidentes durante o regime militar brasileiro. (Foto: Divulgação)

Publicado em 09/04/2026

A Conspiração Condor, longa dirigido por André Sturm que investiga os bastidores das mortes de Juscelino Kubitschek e João Goulart, estreia hoje (9/4), em várias capitais brasileiras, inclusive Florianópolis.

Nesta trama de suspense político, ambientada na década de 1970 durante o regime militar no Brasil, a jornalista Silvana (Mel Lisboa) passa a questionar a morte dos dois ex-presidentes, que ocorreram no mesmo ano em circunstâncias suspeitas: JK sofre um acidente de automóvel, enquanto Jango é vítima de um infarto logo após voltar de Paris, depois de realizar diversos exames médicos.

 

Mel Lisboa protagoniza a jornalista Silvana.

 

Com o apoio do jornalista argentino Juan (Dan Stulbach) e a participação de sua colega de jornal Marcela (Maria Manoella), Silvana inicia uma investigação perigosa que revela uma rede de interesses ocultos. No caminho, encontra-se com Carlos Lacerda (Pedro Bial) e descobre detalhes sobre a frustrada tentativa de articulação da Frente Ampla, movimento que buscava unir lideranças contra o regime militar.

Neste longa, Sturm – em parceria com Victor Bonini - explora um roteiro capaz de exumar mortes de autoridades da política do naipe de Juscelino Kubitschek e de Carlos Lacerda. "Lacerda acabou sendo um personagem posto de lado, por ele ter sido um cara de direita, e ter apoiado o golpe. Quando eu descobri que o Lacerda tinha morrido quatro meses depois do Jango (João Goulart, deposto pelos militares), foi uma epifania. Eu falei: 'Cara, aqui tem uma história, aqui tem um filme'", pontua o cineasta que, sob orçamento de R$ 7 milhões, remexeu e confabulou as mortes dos expoentes políticos.

Além das imagens de época de arquivo, a capital federal, Brasília empresta sua ambientação, por meio de cenas documentais. O filme tem cara e cor de anos 70, figurino bem estruturado e cenário construído com cuidado, em meios aos casarios que ainda existem em Iguape, litoral de São Paulo, onde o longa foi rodado.

E pra quem ousar dizer que esse é “mais um filme sobre a ditadura brasileira”, já adianto: não é! A trama passa longe de traumas, torturas e prisões. Ele é um thriller político que propõe uma reflexão sobre um dos períodos mais sensíveis da história recente do país, fato, combinando tensão, investigação jornalística e fatos históricos. Mas é importantíssimo ressaltar: apesar da fidelidade de cenários, figurinos e imagens reais de acontecimentos históricos da política brasileira, esta é uma obra de ficção. Que fique claro.

O elenco conta ainda com nomes como Nilton Bicudo, Marat Descartes, Zé Carlos Machado, Carlos Meceni, Luciano Chirolli, Lavínia Pannunzio, Rosana Maris, Fernando Nitsch e Jerusa Franco, entre outros. A produção é de Liz Reis e Beatriz Reis, da LEP Filmes.

Serviço:
Em cartaz a partir desta quinta-feira, dia 9/04, no Paradigma Cine Arte e no Cinesystem do Shopping Villa Romana.
Aqui o trailer aqui

A sinopse, explicada pelo próprio diretor André Sturm:
“Mel Lisboa, no filme, vive a protagonista, Silvana, que trabalha em coluna social de um jornal. "Ela é uma pessoa bastante comum que é escalada para cobrir um velório. E, lá, ouve umas coisas, e ela é mordida por essa dúvida e começa a ir atrás de mais dados. Aos poucos, vai descobrindo uma série de eventos que estão acontecendo sem serem noticiados. Ela tenta noticiar; não consegue. A partir disso, vai se enredando na investigação".

 

 

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Sobre o autor

Karin Verzbickas

Karin Verzbickas

Jornalista conhecida por suas resenhas de filmes no Jornal Imagem da Ilha


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