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Pesquisa descarta carrapato da febre maculosa na Capital
Monitoramento ocorreu ao longo de 2025 em áreas com capivaras

Pesquisa descarta carrapato da febre maculosa na Capital
Estudo da UFSC aponta baixo risco de febre maculosa em Florianópolis após análise de carrapatos em áreas com capivaras. (Foto: Andy Puerari/PMF)

Publicado em 09/02/2026

Um levantamento científico conduzido em Florianópolis aponta um cenário de baixo risco para a Febre Maculosa Brasileira em áreas onde há presença de capivaras. A pesquisa, desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), não identificou na Capital o carrapato considerado principal transmissor da forma mais grave da doença.

O estudo faz parte do Projeto CAPI Floripa, uma iniciativa interinstitucional que reúne universidade, poder público e órgãos ambientais com foco na convivência equilibrada entre a fauna silvestre, o ambiente urbano e a população. A coordenação é da professora e pesquisadora Patricia Hermes Stoco, com apoio da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (FLORAM).

Monitoramento em diferentes regiões da cidade

Entre fevereiro e novembro de 2025, equipes técnicas realizaram coletas em dez pontos distintos do município, contemplando diferentes épocas do ano. O trabalho incluiu tanto a análise de carrapatos encontrados no ambiente quanto aqueles coletados diretamente em animais silvestres, como capivaras e gambás, que costumam circular em áreas próximas a residências e espaços públicos.

Ao longo do período, mais de 10 mil carrapatos foram examinados em laboratório. A grande maioria foi encontrada no ambiente, o que permitiu uma avaliação ampla da circulação desses parasitas nas áreas monitoradas.

Espécie identificada não transmite a forma grave da doença

Os resultados mostraram a presença exclusiva da espécie Amblyomma dubitatum em todas as áreas associadas às capivaras, inclusive nos próprios animais. Segundo os pesquisadores, esse carrapato não está relacionado à transmissão da Febre Maculosa Brasileira, diferentemente do chamado carrapato-estrela (Amblyomma sculptum), que não foi detectado nas amostras analisadas.

De acordo com a bióloga da FLORAM, Priscilla Tamioso, a ausência do principal vetor da doença indica um risco reduzido para a população, considerando as áreas avaliadas no estudo.

Acompanhamento segue de forma preventiva

Mesmo com os resultados considerados positivos, o monitoramento não será interrompido. A proposta do projeto é manter a vigilância contínua, observando possíveis mudanças ao longo do tempo e garantindo informações atualizadas para subsidiar ações de saúde pública e gestão ambiental.

O Projeto CAPI Floripa destaca ainda a importância da ciência, do acompanhamento sistemático e da educação ambiental como pilares para uma cidade mais segura, saudável e ambientalmente equilibrada.

Regras para o manejo da fauna silvestre

A legislação brasileira protege os animais silvestres. Práticas como matar, capturar, ferir ou perseguir essas espécies configuram crime ambiental, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) e na Lei de Proteção à Fauna (Lei nº 5.197/1967). A população não está autorizada a realizar qualquer tipo de manejo por conta própria.

O controle populacional de capivaras só pode ser considerado quando há embasamento técnico, incluindo estudos específicos, avaliação do ambiente urbano e comprovação de risco à saúde pública. Qualquer decisão nesse sentido depende de análise e autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), seguindo critérios legais, técnicos e éticos.

Casos de maus-tratos ou crimes contra a fauna silvestre podem ser denunciados à Polícia Militar Ambiental pelos telefones (48) 3665-4906 ou (48) 3229-6082 (WhatsApp), além do Ibama, pelo número 0800 061 8080 ou por esta plataforma.

 

 

 

Da redação

Fonte: PMF

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