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Pesquisa avalia PrEP injetável no SUS em Floripa
Aplicação semestral pode reduzir a descontinuidade do uso da PrEP entre adolescentes e jovens adultos

Pesquisa avalia PrEP injetável no SUS em Floripa
Florianópolis participa de pesquisa nacional que avalia a incorporação da PrEP injetável no SUS como estratégia de prevenção ao HIV. (Foto: Divulgação)

Publicado em 28/01/2026

Florianópolis está entre as cidades brasileiras que integram uma pesquisa nacional voltada a novas estratégias de prevenção ao HIV. O estudo, coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), avalia como a PrEP injetável pode ser incorporada à rotina do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em ampliar o acesso e reduzir a evasão do método, especialmente entre adolescentes e jovens adultos.

A iniciativa faz parte do projeto ImPrEP LEN Brasil, que envolve sete municípios do país. A proposta é analisar, na prática, a viabilidade do uso do lenacapavir nos serviços públicos de saúde. O medicamento atua comprometendo a estrutura do vírus, impedindo sua multiplicação e a infecção de novas células. A substância já possui registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e apresentou índices de eficácia entre 96% e 100% em pesquisas internacionais.

Implementação no SUS, não teste clínico

Diferentemente de estudos clínicos tradicionais, a pesquisa não busca comprovar a eficácia do medicamento, já estabelecida, mas entender como a PrEP injetável pode ser ofertada no SUS. A expectativa é que a aplicação semestral facilite a adesão à prevenção, sobretudo entre pessoas que enfrentam dificuldades com o uso diário da PrEP oral.

Em Florianópolis, o estudo será realizado no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Policlínica Municipal Centro, localizada na Avenida Rio Branco. O serviço já é referência na oferta da PrEP oral, mas enfrenta desafios relacionados à continuidade do tratamento.

Desafios na adesão entre jovens

Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que a interrupção do uso da PrEP oral é significativa entre os mais jovens. Entre adolescentes com menos de 18 anos, a taxa de descontinuação chega a 70%. Na faixa etária de 18 a 24 anos, o índice é de 53%. Esses números reforçam a busca por alternativas que simplifiquem o cuidado preventivo.

A PrEP, sigla para Profilaxia Pré-Exposição, é uma estratégia de prevenção ao HIV indicada para pessoas que não vivem com o vírus, mas que estão em situações de maior risco de exposição. O método pode ser utilizado de forma contínua ou sob demanda, dependendo da orientação médica.

Quem pode participar do estudo

Não haverá recrutamento ativo de participantes. Pessoas interessadas devem procurar diretamente o CTA da Policlínica Municipal Centro, onde poderão escolher entre a PrEP oral diária ou o uso do lenacapavir injetável. O público-alvo inclui jovens de 16 a 30 anos, cisgêneros ou transgêneros, gays, bissexuais, pessoas não binárias e travestis que não vivem com HIV.

Podem participar tanto pessoas que nunca utilizaram a PrEP quanto aquelas que interromperam o uso do método oral há pelo menos seis meses, por dificuldades de adaptação ou continuidade.

Para o médico de família e comunidade Ronaldo Zonta, pesquisador principal do estudo na capital, a nova estratégia representa um avanço importante. “A PrEP injetável se apresenta como uma alternativa promissora ao simplificar a prevenção. Com apenas duas aplicações por ano, é possível garantir proteção contínua, com mais autonomia e menos estigma”, afirma.

Cronograma e cidades participantes

O projeto recebeu aprovação recente do Comitê de Ética e está na fase final de preparação para a inclusão do medicamento no SUS. A previsão é que o início da oferta ocorra em março. Além de Florianópolis, o estudo também é desenvolvido no Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Nova Iguaçu, Salvador e Manaus.

 

 

 

Da redação

Fonte: PMF

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