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Novembro Negro leva cultura afro-brasileira às salas de aula
Atividades envolvem estudantes de diferentes turmas e abordam história afro-brasileira, ancestralidade e enfrentamento ao racismo

Novembro Negro leva cultura afro-brasileira às salas de aula
Oficinas de tranças, dança, pintura e grafite estão entre as atividades previstas para o Festival Novembro Negro em Movimento, marcado para 19 de novembro. (Foto: Divulgação)

Publicado em 06/11/2026

A Escola Básica Municipal Virgílio dos Reis Várzea, localizada em Canasvieiras, em Florianópolis, está realizando o projeto “Novembro Negro em Movimento”. A iniciativa reúne atividades educativas e culturais que seguem até o fim do mês e dão continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo de 2026 sobre relações étnico-raciais, história e cultura afro-brasileira e combate ao racismo.

A programação envolve estudantes de diferentes turmas e profissionais da unidade, com propostas que ocupam diversos espaços da escola. Estão previstas palestras, contação de histórias, oficinas, jogos culturais, exposições, apresentações artísticas e experiências com ritmos e danças de matrizes africanas. Também fazem parte das ações atividades sobre tranças afro e identidade negra, além de produções audiovisuais.

Um dos materiais produzidos especialmente para o projeto é um vídeo que reúne estudantes e profissionais da escola. A produção apresenta relatos e reflexões sobre identidade, ancestralidade, resistência e consciência negra.

Festival reúne atividades culturais em 19 de novembro

O principal encontro da programação será realizado no dia 19 de novembro, durante o Festival Novembro Negro em Movimento. A atividade contará com apresentações, oficinas, exposições e trabalhos desenvolvidos pelos alunos, reunindo parte das experiências e dos conhecimentos construídos ao longo do ano. Outras ações e mostras permanecerão na escola até o encerramento do mês.

Entre os dias 9 e 13 de novembro, os estudantes participam do Ateliê dos Cabelos e das Identidades, de uma oficina de ritmos e danças com a proposta “Dança Congelante”, de uma atividade de perguntas e respostas sobre história e consciência negra, chamada “Torta na Cara”, e de um Kahoot Cultural sobre o tema.

Já no festival do dia 19, a programação inclui um desfile de identidade e ancestralidade, com trajes, tecidos, estampas e pinturas inspirados nas culturas afro-brasileiras. Também haverá oficinas de pintura e grafite, com trabalhos em papel e painéis, além de pintura artística corporal voluntária, e uma oficina dedicada às técnicas de tranças e à relação entre estética e identidade negra.

Exposições destacam história e cultura afro-brasileira

Os trabalhos dos estudantes também estarão presentes em diferentes exposições. A turma 92 preparou “Vozes da Resistência — Cartas ao Passado”, com textos destinados a personalidades negras que marcaram a história. Já as turmas 51 e 52 apresentarão biografias, obras e contribuições de personalidades negras.

A programação prevê ainda apresentações e uma oficina de dança, com participação de estudantes ou grupos convidados, além de uma experiência com ritmos e movimentos. No espaço “Sons da Ancestralidade — Rádio”, músicas serão acompanhadas de informações sobre artistas e manifestações culturais. A mostra gastronômica “Sabores da Ancestralidade” vai apresentar alimentos e suas histórias e influências culturais.

O projeto é desenvolvido coletivamente por Roberta Pontes, professora auxiliar de ensino; Jéssica Devita, professora de Tecnologia; Patrícia Valim, professora de Música; e Rosângela Texeira, articuladora de projetos.

Para as profissionais envolvidas, o “Novembro Negro em Movimento” vai além de uma celebração pontual. A proposta representa um compromisso pedagógico com a transformação social, por meio do conhecimento, da escuta, da reflexão, do respeito e da valorização das identidades.

As educadoras ressaltam que a consciência negra deve ser construída durante todo o ano, nas aprendizagens e nas atitudes cotidianas. “Ela se constrói todos os dias, em cada aprendizagem, em cada atitude de respeito e em cada voz que encontra espaço para ser ouvida”, afirmam.

 

 

Da redação

Fonte: PMF

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