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André Luiz finaliza as gravações de Alento, seu primeiro álbum autoral

André Luiz finaliza as gravações de Alento, seu primeiro álbum autoral
Data: 17/12/2026

Músico, cantor e compositor catarinense, André Luiz prepara o lançamento do álbum Alento, com 14 canções autorais e participações de Ney Matogrosso, Mônica Salmaso e da Orquestra de Cordas de São Petersburgo, da Rússia, e masterização realizada em Los Angeles. Em breve será possível fazer o pré-save nas plataformas de streaming do primeiro single, Tudo Vira. Em novembro ocorre o lançamento do álbum nas plataformas digitais e em sessões presenciais de escuta em Florianópolis e Joaçaba, SC. Após o lançamento, o Teatro Álvaro de Carvalho será o cenário para um show totalmente gratuito.

Uma das canções, Simples Momento, em dueto com Ney Matogrosso, foi lançada em 2025 para mais de 30 mil pessoas no show de 60 anos da Udesc, na Avenida Beira-Mar, em Florianópolis, espetáculo do qual André foi o diretor musical. A faixa ganha agora um novo arranjo instrumental. A cantora Mônica Salmaso é a convidada em Simplesmente Amar em dueto com André Luiz. Com músicas registradas no Brasil, Itália e Rússia, as gravações tiveram a participação de renomados músicos catarinenses e de 22 músicos da Filarmônica russa.

O álbum habita um território de passagem e travessia, as canções nascem no espaço entre o que já passou e o que virá. São músicas compostas principalmente a partir da pandemia e falam sobre memórias, afetos, despedidas, reencontros, amadurecimento e a beleza das coisas simples. A sonoridade é conectada ao orgânico, ao acústico e também ao silêncio.

O título Alento, o mesmo de uma das canções, revela um contexto que atravessa a totalidade do álbum. Guarda relação com respiro, o tempo necessário para tomar fôlego, compreender uma relação ou encontrar forças diante de turbulências. Composta em 2023, a convite do 13º Festival Fiato al Brasile, em Faenza, na Itália, Alento nasceu de um encontro entre a chuva e a necessidade de transformar indignação em música, a partir de notícias sobre enchentes em diferentes territórios do mundo, como Santa Catarina (especialmente a situação do povo Laklãnõ-Xokleng, no Vale do Itajaí, em SC, cujo território foi inundado após o fechamento de uma barragem), Rio Grande do Sul e a própria Faenza. 

A MPB é o ponto de partida, mas o álbum transita por uma grande variedade de estilos e referências que fazem parte da formação do artista. “São muitas referências da música brasileira e de diferentes artistas, mas todas entrelaçadas pela minha própria forma de compor, minhas experiências e maneira de enxergar o mundo. Existe também uma abertura para a música de concerto, principalmente nos arranjos de cordas, que ampliam algumas dessas paisagens sonoras, como na faixa-título. É um álbum muito ligado à escuta com calma e aos detalhes, percebendo as pequenas coisas que acontecem entre uma canção e outra, nos arranjos, nas vozes e nos instrumentos”, conta o artista.

Os ensaios com a banda iniciaram em abril e as gravações, a partir de maio, envolveram  diversos estúdios, cidades e países: estúdio Elephant Office, em Governador Celso Ramos (SC); além de uma faixa gravada em Faenza, as gravações de piano foram no Estúdio Vivarte, em Florianópolis, mesma cidade da gravação do quarteto de cordas, metais, madeiras, quarteto vocal e algumas percussões, todas feitas no The Magic Place, em paralelo às gravações à distância com a base da orquestra de cordas de São Petersburgo. A gravação com Mônica Salmaso aconteceu no Estúdio Arsis, em São Paulo. A direção musical é de David Toledo, a mixagem feita por Allan Heller e a masterização por Fili Filizzola, em Los Angeles.

Ao todo, o álbum apresenta 14  faixas, sendo elas: Simplesmente Amar, Ser Mais, Tudo Vira, Quem Diria, Nunca Mais, No Seu Ladinho, Simples Momento, Meu Ex-Amor, É Preciso Ter Paciência, Corre Chuva, Cada Querer, Acabou, Zigue-Zague (Pra Viver) e Alento. A canção com Ney Matogrosso, Simples Momento, teve toda a instrumentação e vocais regravados e ganhou um novo arranjo de cordas e metais, por Fernando Emboaba. 

O projeto é uma produção da Ombu Produção, realizado por meio do Programa de Incentivo à Cultura (PIC), da Fundação Catarinense de Cultura e patrocínio de Baterias Pioneiro, Scherer Autopeças, Francisco Lindner S/A Indústria Comércio e Bistek Supermercados.

Lançamento

O pré-lançamento inicia em novembro nas plataformas de streaming com o primeiro single,  Tudo Vira, que representa a totalidade do álbum e é a música mais recente composta por André Luiz, pouco antes das gravações iniciarem. O pré-lançamento envolve também sessões presenciais de escuta em Florianópolis e Joaçaba.

O lançamento do álbum completo será em X de novembro, incluindo uma tiragem de CDs e futuramente, tiragem em vinil.

Show

Florianópolis será a cidade do show de lançamento do álbum, dia 17 de dezembro, no Teatro Álvaro de Carvalho, com a presença de 14 músicos no palco que participaram das gravações do álbum, uma conversa com o público ao final e entrada gratuita. 

Trajetória

Compositor, cantor, pianista, diretor musical e produtor catarinense, de Herval d’Oeste (SC), André Luiz vive a música desde a infância e começou a compor ainda na adolescência, por volta dos 12 anos. Aos 30, tem uma trajetória que transita entre a invenção musical, a performance, a produção musical, a educação e projetos culturais. 

Sua formação é marcada pela graduação em Música pela Udesc, universidade estadual catarinense, concluída em 2023. Em 2026, foi compositor convidado e co-organizador da 15ª edição do Festival Internacional Fiato al Brasile, em Faenza, Itália, onde também se apresentou como solista, e atuou como solista no espetáculo “Clube da Esquina”, com a Orquestra Brasileira, em duas apresentações lotadas no CIC, em Florianópolis. Em 2025 surgiu a parceria com Ney Matogrosso e em 2026 com  Mônica Salmaso.

André participa do Festival Fiato al Brasile desde 2018 e é idealizador e coordenador do festival “NA TEIA – Artes Integradas Autorais”, desde 2017. Atua ainda na composição de trilhas, direção musical e produção audiovisual, com projetos contemplados por diferentes programas de incentivo à cultura. Recebeu o Prêmio de Reconhecimento por Trajetória Cultural Aldir Blanc SC (2020) e desenvolve uma produção voltada à canção brasileira, ao diálogo entre linguagens e à relação entre música, território e cultura. Participou também da abertura do 53º Festival Música Nova – Gilberto Mendes como Tenor do Madrigal UDESC (2020). 

 

 

 

Da redação

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