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Prejuízo bilionário amplia crise da Volkswagen
Montadora alemã registrou prejuízo operacional de € 5,86 bilhões no terceiro trimestre, com queda nas vendas e na receita

Prejuízo bilionário amplia crise da Volkswagen
A Volkswagen registrou prejuízo operacional de € 5,86 bilhões no terceiro trimestre de 2026, resultado quatro vezes e meia maior que a perda contabilizada no mesmo período de 2025. (Foto: IA)

Publicado em 03/11/2026

O Grupo Volkswagen registrou prejuízo operacional de € 5,86 bilhões no terceiro trimestre de 2026, quatro vezes e meia a mais do que a perda de € 1,3 bilhão resgistrada no mesmo período do ano passado.

O balanço do período trouxe ainda uma grande sequência de números negativos para o conglomerado alemão. A receita, por exemplo, recuou 6,3%, para € 75,28 bilhões, enquanto a margem operacional passou de negativa em 1,6% para negativa em 7,8%.

O prejuízo líquido trimestral alcançou € 5,82 bilhões, comparado a € 1,07 bilhão entre julho e setembro de 2025. Foi o pior resultado operacional trimestral do grupo desde o período de maior impacto do escândalo mundial das emissões de motores diesel, em 2015.

O conglomerado alemão vem acusando há tempos dificuldades e alertando para a sua falta de competitividade, sobretudo diante das montadoras chinesas e seus produtos, que seguidamente crescem as vendas na Europa, maior mercado da VW em todo o mundo.

O balanço, é verdade, foi afetado também por despesas extraordinárias. Nos nove primeiros meses, esses efeitos somaram € 8,7 bilhões, dos quais € 7,8 bilhões foram reconhecidos no terceiro trimestre. A maior parcela corresponde à baixa contábil de € 6,4 bilhões no ágio associado à Porsche, sem desembolso de caixa.

Também pesaram ajustes de aproximadamente € 1 bilhão em ativos de empresas consolidadas na China e despesas adicionais relacionadas à venda planejada da Volkswagen Osnabrück, na Alemanha, conforme o comunicado oficial da companhia.

O desempenho do grupo no mercado chinês também contribuiu negativamente nas contas, assim como a concorrência por preços, tarifas de importação nos Estados Unidos e aumento da participação dos elétricos nas vendas — veículos que, argumenta a empresa, ainda proporcionam margens inferiores às dos modelos a combustão.

As entregas globais aos clientes caíram 14,3% no trimestre, para 1,89 milhão de veículos. A produção diminuiu 15,9%, para 1,79 milhão de unidades.

O desempenho amplia a pressão pela execução de uma histórica reestruturação da empresa. O grupo pretende encerrar a produção de dezenas de modelos de seu portfólio global de veículos — acaba de paralisar o desenvolvimento do ID. Golf, por exemplo —, cortar cerca de 100 mil postos de trabalho até 2030, combinando desligamentos e não reposição de funcionários, e não descarta fechamento de até quatro fábricas na Alemanhã.

Para Arno Antlitz, diretor financeiro e de operações, a rentabilidade atual exige acelerar essas ações. Mesmo excluindo os efeitos extraordinários, a margem operacional acumulada em nove meses ficou em 3,8%, nível considerado insuficiente pela empresa para sustentar os investimentos futuros.

De janeiro a setembro, a receita totalizou € 233,38 bilhões, queda de 2,2%. O lucro operacional recuou 98,7%, de € 5,41 bilhões para € 71 milhões. Na última linha do balanço, o grupo passou de lucro líquido de € 3,41 bilhões para prejuízo de € 2,72 bilhões.

 

 

 

Da redação

Fonte: AutoIndústria

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