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Mural coletivo une infância, cidade e memória
Iniciativa reúne crianças dos CCFVs em projeto de grafite com foco em cidadania e cultura hip hop

Mural coletivo une infância, cidade e memória
Um mural construído por crianças dos Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculos passou a integrar o Jardim Botânico de Florianópolis. (Foto: Allan Carvalho)

Publicado em 15/04/2026

Uma ação que uniu educação, arte urbana e reflexão sobre cidadania marcou a manhã de segunda-feira (13) em Florianópolis. No Jardim Botânico, foi apresentado ao público um mural de grafite construído com a colaboração de crianças atendidas pelos Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (CCFVs), em homenagem aos 100 anos da Ponte Hercílio Luz.

A obra, assinada pelo artista Edu Aipmo, nasceu de um processo coletivo que envolveu participantes das unidades da Tapera, Costeira, Monte Cristo e Agronômica. Ao longo de três encontros, as crianças foram convidadas a mergulhar no universo da cultura hip hop, explorando suas linguagens e significados.

Da teoria à prática no universo do hip hop

A primeira etapa da atividade foi dedicada à construção de conhecimento. As turmas tiveram contato com a história do hip hop, discutiram noções de direitos e deveres e refletiram sobre o papel de cada um na sociedade. Nesse momento inicial, também experimentaram criar suas próprias “tags”, marcas que representam a identidade dos grafiteiros.

No encontro seguinte, a experiência ganhou forma no muro. Com o uso de sprays, as crianças começaram a desenhar o painel, transformando ideias em imagens e ocupando o espaço público com suas próprias narrativas visuais.

 

A ação destaca o papel da arte como ferramenta de inclusão, expressão e formação cidadã, aproximando crianças do território onde vivem e de sua própria história.

 

Vivência para além do mural

A terceira etapa levou o grupo para fora do Jardim Botânico. As crianças visitaram a Ponte Hercílio Luz, percorrendo o trajeto que conecta ilha e continente, e também estiveram no Parque da Luz, onde tiveram contato com outro elemento fundamental da cultura hip hop: a dança.

De volta ao local do mural, acompanharam a finalização da obra e puderam se reconhecer no resultado. O painel foi concluído com a inclusão das tags que identificam tanto as comunidades envolvidas quanto os próprios participantes.

Pertencimento e formação cidadã

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Luciane dos Passos, a proposta vai além da produção artística. Para ela, iniciativas como essa ajudam a construir o sentimento de pertencimento ao permitir que as crianças se vejam como parte da cidade.

A coordenadora geral dos CCFVs, Jane Regina Borges Vieira, também ressalta o impacto das atividades. Segundo ela, além de fortalecer vínculos, o projeto amplia repertórios culturais e apresenta novas formas de expressão. A vivência, afirma, contribui para a formação de cidadãos mais conscientes, confiantes e conectados com o território onde vivem.

O mural, agora integrado à paisagem do Jardim Botânico, sintetiza essa experiência ao reunir, em cores e traços, diferentes olhares sobre a cidade e o tempo presente.

 

 

 

Da redação

Fonte: PMF

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