Ilha do Campeche terá acesso suspenso na safra da tainha
Restrição atende recomendação do Ministério Público Federal e mira redução de impactos no mar
A circulação de embarcações com passageiros na Ilha do Campeche será interrompida durante parte do outono e início do inverno em Florianópolis. A decisão, oficializada pela Prefeitura por meio da Portaria nº 14, publicada em 14 de abril, estabelece a suspensão entre 1º de maio e 10 de julho, coincidindo com o período da safra da tainha no litoral catarinense.
A restrição vale para embarcações comerciais, turísticas e de lazer, sejam operadas por empresas ou particulares. A medida segue orientação do Ministério Público Federal, que já vinha recomendando a interrupção anual do transporte de visitantes à ilha nesse intervalo.
Proteção ao ciclo da espécie
Durante esses meses, os cardumes de tainha se aproximam da costa para a reprodução, etapa considerada sensível para a manutenção da espécie. O tráfego intenso de barcos, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, provoca alterações no ambiente marinho, como ondas, ruídos e movimentação na superfície, o que pode afastar os peixes das áreas de captura.
Esse impacto compromete diretamente o trabalho dos pescadores artesanais, que dependem da aproximação dos cardumes e muitas vezes passam dias monitorando o mar à espera do momento ideal para o cerco.
Tradição e economia local
Além da preservação ambiental, a medida também busca garantir a continuidade de uma prática histórica da cidade. A pesca artesanal da tainha integra a cultura de Florianópolis e sustenta comunidades tradicionais que mantêm técnicas transmitidas entre gerações.
A administração municipal destaca que a iniciativa procura equilibrar interesses econômicos distintos, como o turismo e a pesca, assegurando condições para que ambas as atividades coexistam de forma sustentável.
Quem pode operar no período
Mesmo com a restrição, algumas embarcações continuam autorizadas a circular na região. É o caso dos barcos de pescadores artesanais em atividade, além de embarcações de fiscalização, segurança, resgate e pesquisa científica previamente autorizada. Entre os órgãos envolvidos estão entidades ambientais, forças de segurança e a Capitania dos Portos.
Já empresas de transporte marítimo, operadores turísticos, associações de barqueiros e embarcações de recreio devem suspender as atividades voltadas ao transporte de passageiros para a ilha durante o período estabelecido.
Fiscalização e penalidades
O cumprimento da portaria será monitorado por equipes da FLORAM e da Guarda Municipal, com apoio da Capitania dos Portos de Santa Catarina. Quem descumprir a norma poderá sofrer sanções administrativas, que incluem advertências, multas, apreensão de embarcações e até a perda de autorizações de funcionamento.
A suspensão temporária reforça a tentativa de preservar o equilíbrio entre exploração econômica e conservação ambiental em uma das regiões mais simbólicas do litoral catarinense.
Da redação
Fonte: PMF
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