Floripa enfrenta VSR com anticorpo inovador
Anticorpo nirsevimabe começa a ser aplicado em prematuros e crianças com comorbidades na rede pública da Capital
Florianópolis iniciou a aplicação de uma nova estratégia para proteger bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório, responsável pela maioria das internações por bronquiolite e pneumonia em crianças de até dois anos. Desde quinta-feira (19), prematuros e crianças com até 24 meses que apresentem comorbidades passaram a receber o imunizante diretamente nas maternidades públicas da Capital.
A iniciativa busca conter o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave na primeira infância e reduzir a pressão sobre as UTIs pediátricas da rede municipal.
Público prioritário e cenário epidemiológico
Considerado hoje o principal agente de quadros respiratórios graves em crianças no país, o VSR concentrou, em 2025, cerca de 60% das 35 mil ocorrências registradas no Brasil em bebês com menos de seis meses. Em Florianópolis, foram mais de 407 casos relacionados ao vírus no mesmo período, sendo 272 em menores de um ano.
Embora a maioria das crianças tenha contato com o vírus até os dois anos, as complicações mais severas atingem especialmente prematuros, bebês com menos de seis meses e crianças com condições como cardiopatias congênitas, doença pulmonar crônica da prematuridade, síndrome de Down, fibrose cística, imunossupressão, doenças neuromusculares e outros quadros que comprometem o sistema imunológico.
Como funciona a proteção
A prevenção é feita com o nirsevimabe, um anticorpo desenvolvido em laboratório para reproduzir a ação dos anticorpos naturais do organismo. A principal vantagem é a proteção em dose única contra formas graves da doença.
O medicamento é indicado para prematuros com até 36 semanas e seis dias de gestação, que podem receber uma dose ao longo do ano, e para crianças menores de 24 meses com comorbidades, imunizadas durante o período sazonal de circulação do vírus, entre fevereiro e agosto.
De acordo com a coordenadora de Imunização da Vigilância Epidemiológica, Larissa de Melo Alvarenga, a medida pretende reduzir internações, principalmente em unidades de terapia intensiva, além de aliviar a demanda sobre a rede assistencial. Ela também reforça a importância da vacinação das gestantes, como forma de ampliar a proteção aos bebês que não se enquadram nos critérios para receber o anticorpo.
Vacinação materna e estratégia complementar
Desde o ano passado, o Ministério da Saúde passou a oferecer vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A imunização permite que os anticorpos produzidos pela mãe sejam transferidos ao bebê ainda durante a gestação, garantindo proteção nos primeiros meses de vida.
Aplicação nas maternidades e pontos de referência
A administração do anticorpo será realizada nas maternidades Carmela Dutra e no Hospital Universitário, que atendem pelo SUS na Capital, por equipes do programa Capital Criança, responsável pelo acompanhamento integral da saúde da mãe e do lactente.
Crianças que se enquadram nos critérios e ainda não receberam o imunizante devem procurar o centro de saúde de referência ou o Espaço Imuniza Floripa, localizado na Policlínica da Mulher e da Criança, na rua Esteves Júnior, 89, no Centro.
Também está prevista uma ação de busca ativa para prematuros nascidos entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026. A estratégia pretende assegurar que esses bebês estejam protegidos durante a primeira temporada de circulação do vírus neste ano, que segue até agosto. Os responsáveis serão orientados sobre o momento adequado para a aplicação, que depende do envio de novas doses pelo Ministério da Saúde.
Da redação
Fonte: PMF
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