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Florianópolis prevê transporte marítimo até 2028
Estudo aponta quatro trajetos considerados viáveis para o futuro transporte aquaviário da Capital

Florianópolis prevê transporte marítimo até 2028
A Marina da Beira-Mar Norte pode se tornar um dos pontos de conexão do transporte aquaviário em Florianópolis. (Foto: PMF)

Publicado em 12/05/2026

A Prefeitura de Florianópolis trabalha para colocar em funcionamento um sistema de transporte marítimo na Capital até 2028. O projeto prevê embarcações com capacidade entre 100 e 200 passageiros e uma operação integrada ao transporte coletivo já existente na cidade.

O estudo elaborado pelo município aponta quatro trajetos considerados viáveis para a implantação inicial do serviço. A ideia é oferecer uma alternativa de deslocamento para moradores que hoje dependem do carro, utilizando a Baía Norte como rota de mobilidade urbana.

Integração entre ônibus e barcos

A proposta da administração municipal é que o transporte aquaviário funcione de forma integrada aos demais modais da cidade. Com isso, o passageiro poderá utilizar diferentes meios de transporte dentro do período de integração tarifária já aplicado atualmente, de até três horas.

Entre os pontos analisados para conexão está a Marina da Beira-Mar Norte, que pode servir como estrutura de apoio ao sistema. Segundo a prefeitura, a intenção é facilitar o acesso ao Centro e estimular a redução do fluxo de veículos nas ruas da Capital.

O trapiche da Beira-Mar Norte aparece como peça central do projeto. Além de estar próximo às linhas do transporte coletivo, o local já possui parte da infraestrutura necessária e possibilidade de estacionamento, o que pode contribuir para a operação.

Barcos maiores e mais estáveis

Durante o desenvolvimento do estudo, a prefeitura consultou fabricantes e operadores de sistemas semelhantes em outras cidades brasileiras. A avaliação indicou que embarcações com capacidade entre 100 e 200 pessoas apresentam melhor estabilidade e desempenho diante de ventos e ondulações.

Vitória, no Espírito Santo, foi utilizada como referência por possuir características geográficas semelhantes às de Florianópolis e já operar um modelo de transporte aquaviário.

O custo estimado para manter o sistema em funcionamento varia entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão por mês, conforme levantamentos feitos pela administração municipal com base em operações parecidas.

Rotas previstas

O projeto-piloto considera áreas que já possuem acesso por transporte coletivo, tendo como público-alvo inicial os usuários de ônibus. As rotas estudadas são:

Divisa de São José Sul – Trapiche da Beira-Mar – Divisa de São José Norte
Divisa de São José Sul – Trapiche da Beira-Mar
Tapera – Trapiche da Beira-Mar
Trapiche de Canasvieiras – Trapiche da Beira-Mar

Para medir a adesão da população, a prefeitura pretende iniciar os testes pela linha entre a Divisa de São José Sul e o Trapiche da Beira-Mar Norte. O início efetivo da operação ainda depende da realização das obras previstas e da contratação da empresa responsável pelo serviço.

 

 

 

Da redação

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