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Escola Popular da Ponte abre 200 vagas
Aulas começam em 4 de março e reforçam a ocupação criativa dos espaços públicos em Florianópolis

Escola Popular da Ponte abre 200 vagas
A Escola Popular da Ponte abre inscrições no dia 17 de fevereiro para 200 vagas em aulas coletivas de sopro e percussão. (Foto: Pedro Malam)

Publicado em 17/02/2026

Florianópolis constrói sua identidade cultural também a partir da ocupação criativa de seus espaços públicos. É nesse contexto que a Escola Popular da Ponte (EPP) abre hoje, dia 17 de fevereiro, as inscrições para as turmas de 2026, ampliando um projeto que conecta formação musical, cidade e patrimônio simbólico da Capital.

Braço formativo da Fanfarra da Ponte, a EPP atua como um eixo permanente de formação de músicos-foliões, apostando na música de rua como linguagem artística e ferramenta de convivência urbana. O projeto oferece 200 vagas para formação musical em instrumentos de sopro e percussão, com aulas coletivas que iniciam em 4 de março, estendendo ao longo do ano a dinâmica cultural que ganha força nos cortejos da Fanfarra.

A EPP nasce em 2020 do próprio movimento da Fanfarra da Ponte nas ruas. Após as primeiras experiências de cortejo, ainda nos anos iniciais do bloco, o grupo identificou a força da fanfarra como espaço de aprendizado, troca e formação musical coletiva. Dessa percepção surgiu o Núcleo de Estudos de Sopros e Percussão, que em 2024 se consolidou oficialmente como Escola Popular da Ponte.

Desde então, a escola vem se afirmando como um espaço contínuo de capacitação em música de rua, recebendo cerca de 200 novos instrumentistas por ano. A proposta é formar e integrar músicos amadores e profissionais em instrumentos de sopro e percussão, com foco nos ritmos brasileiros e na prática coletiva, sempre conectada à experiência do Carnaval e da ocupação cultural da cidade.

Com um corpo docente formado por quatro professores, a escola aposta em um processo de aprendizado vivo, que vai além da técnica. “A ideia é que, ao final do curso, os participantes estejam plenamente inseridos no universo das fanfarras, preparados para tocar em movimento, em grupo e em diálogo constante com o espaço urbano. Como define o próprio projeto, trata-se de uma formação musical completa e carnavalizada,” conta Ricardo Lagartixa, professor e regente da Fanfarra da Ponte.

A Escola Popular da Ponte é aberta a qualquer pessoa que possua instrumento, tenha vontade de iniciar ou aprofundar seus estudos musicais e possa participar dos encontros de forma regular, além de dedicar tempo à prática individual. O perfil diverso dos participantes é um dos pilares da iniciativa: 30% das vagas são reservadas para mulheres, pessoas com deficiência, pessoas trans e não binárias, pessoas negras, imigrantes e indígenas, reforçando o compromisso da EPP com o acesso democrático à cultura e à formação artística.

 

 

 

Da redação

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