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Conheça os vilões da inflação de março
Pesquisa aponta impacto do custo de vida no orçamento da população

Inflação de março sobe para 0,83%, acima dos índices registrados no mesmo período de 2024. (Foto: Pixabay)

Publicado em 03/04/2025

A inflação sentida pelos consumidores em Florianópolis foi de 0,83% em março, com destaque para o aumento nos preços dos alimentos, reajuste das tarifas de água e esgoto e dos remédios. O índice foi superior ao registrado no mesmo mês de 2024, que foi de 0,65%, e também superior ao de fevereiro deste ano, que ficou em 0,62%. Com isso, o acumulado do primeiro trimestre de 2025 já é de 2,67%, enquanto o índice acumulado nos últimos 12 meses é de 6,85%.

Os números são do Índice de Custo de Vida (ICV), calculado mensalmente pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), com apoio da Fundação Esag (Fesag).

Alimentos

O grupo alimentação e bebidas teve um aumento de 1,45% em março. O aumento foi puxado principalmente pelos produtos consumidos dentro de casa, com destaque para tubérculos, raízes e legumes (17,1%), especialmente o tomate (60,7%) e a batata inglesa (2,4%).

As frutas também tiveram alta significativa, com o morango subindo 29,6%. Já as carnes, embora apresentassem aumentos, como a costela bovina (9,5%), ainda tiveram alguns itens com quedas de preços, como o patinho (-1,6%) e a costela suína (-2,5%).

No setor de alimentação fora do domicílio, o aumento foi mais moderado, com alta de 0,91%, impulsionada principalmente pelo aumento no preço do café (11,1%) e batata frita (2,3%).


Habitação e Saúde

O grupo de habitação apresentou uma variação de 1,96% em março. O aumento foi principalmente devido ao reajuste nos preços do aluguel e taxas (2,9%), com destaque para o aumento de 5,6% nas tarifas de água e esgoto. Também houve aumento nos custos com reparos em residências (3,58%).

Os preços ligados à saúde tiveram aumento de 1,60%, puxados pelos produtos farmacêuticos e óticos, que subiram 4,93%. Este grupo também registrou uma pequena alta de 0,63% nos cuidados pessoais, refletindo o aumento em serviços de estética e cosméticos.

Outros Grupos

Além dos aumentos em alimentos, habitação e saúde, outros grupos também apresentaram variações positivas, como despesas pessoais (0,92%) e vestuário (0,15%). No entanto, o grupo artigos de residência apresentou queda de (-2,01%), com destaque para a redução no preço de móveis (-3,5%) e aparelhos eletrônicos (-1,1%).

Sobre o Índice de Custo de Vida

O ICV/Udesc Esag registra a variação dos preços de 297 produtos e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre 1 e 40 salários-mínimos. Para o último boletim mensal, os dados foram coletados entre os dias 1º e 31 de março. O índice é publicado regularmente desde 1968.

A metodologia é a mesma usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial para a meta de inflação nacional. Para o cálculo do ICV, a Udesc Esag conta com o apoio da Fundação Esag (Fesag) na atualização das ferramentas utilizadas.

Mais informações podem ser obtidas no link, onde é possível consultar os boletins mensais (desde 2010) e as séries históricas (desde junho de 1994) do ICV/Udesc Esag.

 

 

 

Da redação

Fonte: Udesc Esag

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