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Comércio ganha carta branca durante a Copa
Empresas poderão reorganizar jornadas por meio de banco de horas, sem necessidade de fechamento obrigatório

Comércio ganha carta branca durante a Copa
A proximidade da Copa do Mundo já mobiliza o comércio de Florianópolis, mas sem imposição de regras obrigatórias. (Foto: Divulgação)

Publicado em 02/05/2026

A proximidade da Copa do Mundo da FIFA já mobiliza o comércio de Florianópolis e região, especialmente em relação ao funcionamento durante os jogos da seleção brasileira. O Sindilojas Florianópolis e Região esclarece que não há, na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), qualquer regra específica que determine alterações obrigatórias no funcionamento durante os jogos da seleção brasileira. Na prática, a decisão permanece descentralizada, sob responsabilidade de cada empresário, replicando o modelo adotado em edições anteriores do torneio.

Segundo André Oliveira, assessor jurídico da entidade, o instrumento já disponível para ajustes é o banco de horas, previsto na própria convenção. “Isso permite que empresas reorganizem jornadas sem impacto estrutural na operação. Considerando que os jogos da primeira fase estão programados para o período noturno, às 19h e 21h30, há espaço para readequação de turnos e manutenção parcial ou integral das atividades comerciais”, destaca. E reforça: diferentemente de datas com regras específicas, como feriados, não há obrigatoriedade de fechamento ou alteração de horário, e a decisão ficará a critério de cada empresa.

A lógica se estende também aos shopping centers, que tendem a adotar estratégias próprias, alinhadas ao comportamento do consumidor e à expectativa de fluxo em dias de jogos. Historicamente, esses empreendimentos operam com ajustes pontuais de horário, apostando em experiências para reter público antes e depois das partidas.

Além da organização interna das empresas, entidades do setor já discutem formas de aproveitar o período para estimular a atividade econômica. A CDL Florianópolis vem articulando, em conjunto com o Sindilojas, iniciativas voltadas à ativação do comércio e do setor de serviços, com foco em geração de fluxo e aumento de vendas. A proposta é transformar o calendário esportivo em oportunidade de negócio, especialmente em regiões como o Centro Leste da capital, onde há potencial para integrar consumo, entretenimento e convivência durante os dias de jogos.

O vice-presidente da CDL Florianópolis, Rafael Salim José, destaca que a articulação entre as entidades busca ir além do varejo e gerar impacto econômico e urbano. “A Copa do Mundo é um momento de grande mobilização social e, quando bem organizada, pode se transformar em um importante vetor de dinamização econômica. Estamos trabalhando para que o comércio, os serviços e os espaços da cidade consigam capturar esse movimento, ampliando o fluxo, estimulando o consumo e criando experiências positivas para moradores e visitantes”, afirma.

Para o dirigente, a chave estará na capacidade de adaptação dos empresários e na construção de ações coordenadas. “Mais do que discutir horários, este é um período que exige estratégia. Quem conseguir alinhar operação, atendimento e experiência tende a transformar a Copa em resultado concreto para o negócio e também em valor para a cidade”, conclui.

 

 

 

Da redação

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