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Centro de Floripa recebe último cortejo
Concentração começa às 8h30 no Bugio e percurso segue pela Avenida Hercílio Luz, no Centro Leste da Capital

Centro de Floripa recebe último cortejo
A Fanfarra da Ponte realiza nesta terça-feira, 17 de fevereiro, o último cortejo do Carnaval de rua de 2026 em Florianópolis. (Foto: Divulgação)

Publicado em 16/02/2026

Depois de duas saídas que transformaram o cotidiano urbano em espaços de encontro e convivência, a Fanfarra da Ponte realiza, nesta terça-feira, 17 de fevereiro, o último ato do Carnaval de rua de 2026. O cortejo, que vai percorrer o Centro de Florianópolis, reafirma o compromisso do bloco com a ocupação cultural do território e com a construção coletiva da festa mais popular do mundo.

A concentração começa às 8h30, no Bugio, na região central da cidade. A saída está marcada para às 9h30, com percurso pelo Centro Leste, passando pela Avenida Hercílio Luz, e reunindo músicos, foliões, moradores e trabalhadores em uma manhã dedicada ao Carnaval como manifestação cultural viva, democrática e acessível.

Percurso reúne músicos e público em celebração aberta e gratuita

Mais do que um desfile musical, a Fanfarra da Ponte propõe uma vivência urbana. A cada apresentação, esquinas, calçadas e avenidas se transformam em pontos de convivência e expressão artística, fortalecendo o Carnaval de rua como parte da identidade cultural contemporânea de Florianópolis. A música dialoga com o ritmo da cidade, amplia o acesso à cultura e estimula encontros espontâneos.

Ao longo do Carnaval, o grupo percorreu diferentes regiões da capital, reunindo mais de 6 mil pessoas. O encerramento carrega um significado especial, marcando o retorno da celebração ao coração da cidade e consolidando o diálogo entre arte, espaço público e comunidade.

Mais de 6 mil pessoas acompanharam os cortejos ao longo da programação de 2026

Para o professor e regente da Fanfarra da Ponte, Ricardo Lagartixa, a saída desta terça-feira representa não apenas o encerramento da programação deste ano, mas o resultado de um trabalho feito com esforço e com muito amor. “Encerrar o Carnaval dessa forma é muito significativo para a gente. Os cortejos mostraram a força da música na rua e a alegria de ver tanta gente caminhando junto, acompanhando, cantando e se reconhecendo nesse movimento coletivo. Cada saída confirmou que a cidade responde quando a cultura ocupa os espaços públicos, e isso nos dá ainda mais energia para seguir construindo os próximos Carnavais”.

Formada por músicos, educadores e artistas, a Fanfarra da Ponte mantém, ao longo do ano, ações contínuas de formação musical e cultural, ampliando o acesso à música e fortalecendo a relação entre arte e território urbano. Durante o período carnavalesco, esse trabalho ganha ainda mais visibilidade; músicos, professores e alunos da Escola Popular da Ponte se aproximam dos públicos diversos e reafirmam a rua como espaço legítimo de criação cultural.

A apresentação desta terça-feira encerra oficialmente a programação do Carnaval de rua de 2026, deixando como legado a ocupação sensível da cidade, a valorização da cultura popular e a continuidade de um projeto que segue projetando novos caminhos para os próximos anos.

Escola Popular da Ponte

Braço formativo da Fanfarra da Ponte, a Escola Popular da Ponte (EPP) atua como um eixo permanente de formação de músicos-foliões, apostando na música de rua como linguagem artística e ferramenta de convivência urbana. O projeto oferece formação musical em instrumentos de sopro e percussão, com aulas coletivas que iniciam em 4 de março, estendendo ao longo do ano a dinâmica cultural que ganha força nos cortejos da Fanfarra.

As inscrições para as novas turmas abrem no dia 17 de fevereiro ampliando um projeto que conecta formação musical, cidade e patrimônio simbólico da Capital.

 

 

 

Da redação

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