Casos de virose entram no radar das autoridades
Investigação busca relação entre atendimentos por diarreia e qualidade da água do mar durante a alta temporada
A intensificação do fluxo de pessoas nas praias de Florianópolis, característica da alta temporada, colocou as autoridades de saúde em alerta para o aumento de casos de viroses e doenças diarreicas agudas. Diante desse cenário, o Ministério Público de Santa Catarina instaurou uma investigação para apurar a possível relação entre os atendimentos registrados e a qualidade da água do mar.
As condições típicas do verão contribuem para esse tipo de ocorrência. Temperaturas elevadas, alta umidade e aglomerações frequentes criam um ambiente favorável à circulação de vírus, especialmente em áreas litorâneas com grande concentração de moradores e turistas.
Apuração foca na qualidade da água
A investigação teve início após o registro de atendimentos médicos relacionados a quadros de diarreia, principalmente em regiões próximas às praias. O Ministério Público busca identificar se há conexão entre o aumento desses casos e a balneabilidade, sobretudo após episódios de chuva intensa registrados no fim do ano.
Órgãos ambientais reforçam que a orientação é evitar o banho de mar por pelo menos 48 horas após temporais, período em que há maior risco de contaminação. No entanto, a recomendação nem sempre é seguida, o que amplia a exposição da população.
Na Praia da Joaquina, uma das mais movimentadas da capital, o monitoramento das condições da água é realizado pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), responsável por analisar e divulgar os dados de balneabilidade por meio de placas informativas e plataformas digitais.
Verão mantém padrão de crescimento dos casos
Apesar de os números registrados até agora estarem abaixo dos índices do verão passado, a Secretaria de Saúde destaca que o aumento de casos de doenças diarreicas é comum nesta época do ano. Ainda assim, o Ministério Público pretende avaliar se existem falhas no saneamento, no acompanhamento ambiental ou no cumprimento das medidas preventivas durante períodos de maior circulação de pessoas.
A qualidade da água é considerada um dos fatores centrais na disseminação dessas doenças ao longo da temporada de verão.
Prevenção depende de cuidados simples
Especialistas alertam que o risco de viroses não está limitado ao contato com a água do mar. O consumo de alimentos fora de casa também contribui para o aumento dos casos. As doenças diarreicas agudas podem ser causadas por vírus como rotavírus, norovírus e adenovírus, além de bactérias e parasitas, geralmente transmitidos por água ou alimentos contaminados e pelo contato direto entre pessoas.
Entre as principais medidas preventivas estão a higienização adequada das mãos, atenção à procedência dos alimentos, consumo de água tratada e evitar locais impróprios para banho.
Os sintomas mais comuns incluem diarreia, náuseas, vômitos, febre e dor abdominal. Em situações mais graves, especialmente entre crianças e idosos, é fundamental buscar atendimento médico para evitar quadros de desidratação.
Na região Norte da Ilha, a população pode procurar a Unidade de Pronto Atendimento Norte da Ilha, localizada na Rua Francisco Faustino Martins, s/n, com funcionamento 24 horas e telefone (48) 3261-0624. Para consultas a distância e orientações de saúde, também está disponível o serviço Alô Saúde, pelo telefone 0800 333 3233.
Da redação
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