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Caso Orelha leva Polícia Civil a cumprir mandados
Quatro adolescentes são suspeitos de envolvimento nas agressões que levaram à morte do animal

Caso Orelha leva Polícia Civil a cumprir mandados
Caso Orelha gerou comoção local e ampliou o debate sobre maus-tratos a animais. (Foto: Reprodução internet)

Publicado em 27/01/2026

Atualização 27/01: Familiares de adolescentes negam participação em morte do cão Orelha

As famílias de dois adolescentes apontados como suspeitos na morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, vieram a público para negar qualquer envolvimento dos filhos no caso. O animal foi encontrado com ferimentos profundos em diferentes partes do corpo e, diante da gravidade das lesões, precisou ser sacrificado.

Por meio da ANK Reputation, escritório especializado em defesa de reputações, os familiares divulgaram notas oficiais na segunda-feira (26). Nos comunicados, eles questionam a veracidade dos vídeos que circulam nas redes sociais e relatam que vêm sendo alvo de ameaças desde que o caso ganhou repercussão.

Investigação aponta indícios de autoria

A Polícia Civil segue apurando o episódio. De acordo com a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, responsável pela investigação, há indícios de autoria por parte de um grupo de adolescentes. Os pais dos jovens apontados teriam sido ouvidos na semana passada como parte do andamento do inquérito.

Em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a identidade dos adolescentes investigados é preservada.

Defesas contestam imagens divulgadas

Em uma das notas, a família afirma, de forma categórica, que o filho não teve qualquer relação com o episódio. O texto sustenta que o jovem não participou nem colaborou para que a agressão ocorresse. Os familiares alegam ainda que informações desencontradas têm sido associadas ao caso, com uso de vídeos e imagens que não teriam ligação direta com os fatos.

Segundo o posicionamento, fragmentos de gravações estariam sendo apresentados como provas, apesar de, conforme a defesa, o adolescente não aparecer nas imagens. A nota também menciona que locais, pessoas envolvidas e supostas cenas da agressão variam conforme as publicações feitas nas redes sociais.

Outra família reforça pedido por esclarecimento

O comunicado de outra família segue a mesma linha e afirma, com “absoluta segurança”, que o filho não participou do episódio. O texto destaca que os familiares se somam às pessoas que pedem total esclarecimento do caso pelas autoridades.

Ainda segundo a defesa, fotos sem relação com a morte do cão estariam sendo divulgadas como se fossem evidências de crimes graves. Os familiares relatam exposição indevida de dados pessoais e dizem enfrentar ataques e ameaças.

Viagem ao exterior gera questionamentos

Após a repercussão do caso, veio a público a informação de que dois dos adolescentes viajaram para a Disney, em Orlando, nos Estados Unidos. A família de um deles afirma que a viagem foi planejada com meses de antecedência e nega qualquer tentativa de fuga ou omissão de responsabilidade.

“O fato de nosso filho estar em uma viagem programada há muitos meses tem sido transformado em algo suspeito, o que não corresponde à realidade”, diz o comunicado. A família afirma desejar que o caso seja esclarecido o mais rápido possível e garante estar colaborando com as autoridades.

Famílias relatam medo e pedem cautela

Nas notas, os familiares relatam preocupação com a dimensão que o caso tomou nas redes sociais e com os impactos das acusações sobre a integridade física e emocional dos envolvidos. Ambos os comunicados afirmam repudiar qualquer forma de violência e dizem confiar no trabalho da Polícia Civil e da Justiça para esclarecer os fatos.

As famílias também pedem que a comunidade evite compartilhar informações sem checagem e que não haja julgamentos precipitados, destacando que os adolescentes envolvidos são menores de idade.

Morte do cão Orelha leva a indiciamento por coação de testemunha

A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três homens, familiares dos adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, por coação de testemunha. A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (27), durante coletiva de imprensa sobre o caso, que ganhou repercussão após a morte do animal, agredido na Praia Brava, em Florianópolis.

Segundo o delegado-geral Ulisses Gabriel, o inquérito que apurou a coação foi concluído e resultou no indiciamento de um advogado e dois empresários. As investigações apontam que a tentativa de intimidação teria como alvo o porteiro de um condomínio, com o objetivo de impedir o repasse de informações às autoridades. Durante mandados cumpridos na segunda-feira, a Polícia Civil procurava uma arma de fogo que teria sido usada por um adulto ligado a um dos adolescentes, mas o armamento não foi encontrado. A apuração sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes segue em andamento.

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A Polícia Civil de Santa Catarina realizou, na manhã desta segunda-feira (26), uma operação para avançar nas investigações sobre a morte do cão comunitário conhecido como Orelha, caso que gerou forte comoção na Praia Brava, em Florianópolis. A ação cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de envolvimento em maus-tratos e em possível coação durante o andamento do processo.

As diligências buscam reunir novos elementos de prova. De acordo com a Polícia Civil, ao menos quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de participação nas agressões que resultaram na morte do animal, que tinha cerca de 10 anos e era conhecido por moradores e frequentadores da região.

Investigação apura denúncia paralela

Além dos maus-tratos, a investigação também analisa uma denúncia de coação no curso do processo. A informação aponta que um policial civil, pai de um dos suspeitos, teria tentado intimidar uma testemunha. A delegada responsável pelo caso, Mardjoli Valcareggi, afirmou que a denúncia está sendo apurada, mas destacou que não há qualquer indício de envolvimento de policial no crime contra o animal. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Como o caso veio à tona

Segundo relatos de moradores, o cachorro estava desaparecido havia alguns dias. Durante uma caminhada, uma das pessoas que costumavam cuidar do animal o encontrou caído e em estado grave. Orelha foi recolhido e levado a uma clínica veterinária, mas, diante da gravidade dos ferimentos, não houve alternativa além da eutanásia.

O empresário e morador da Praia Brava, Silvio Gasperin, relatou à imprensa como o animal foi localizado e se emocionou ao falar sobre o episódio, destacando a expectativa da comunidade por justiça.

Um símbolo da Praia Brava

Orelha era um dos cães comunitários da Praia Brava, onde existem casinhas destinadas aos animais que se tornaram parte do cotidiano do bairro. Moradores afirmam que ele era cuidado de forma espontânea pela comunidade, com alimentação e atenção diária.

O aposentado Mário Rogério Prestes contou que era responsável por alimentar os cães todos os dias. Já a empresária Antônia Souza relatou a convivência frequente entre os animais e os moradores, destacando que Orelha fazia parte da rotina de quem vive ou circula pela região.

Em nota divulgada no dia 17, a Associação de Moradores da Praia Brava ressaltou o papel afetivo do animal. Segundo a entidade, Orelha se tornou um símbolo simples, porém muito querido, da convivência comunitária e do cuidado com os animais que vivem no bairro.

Mobilização por justiça

Desde a morte do cachorro, moradores, protetores independentes, organizações não governamentais e institutos ligados à causa animal passaram a se mobilizar publicamente. No sábado (17), foi realizado o primeiro ato na Praia Brava. Já no último sábado (24), um novo protesto reuniu dezenas de pessoas na região.

Vestindo camisetas personalizadas e segurando cartazes com pedidos de justiça, os participantes caminharam acompanhados de seus próprios cães e realizaram uma oração em homenagem a Orelha. A mobilização também ganhou força nas redes sociais, com a circulação de imagens e mensagens usando a hashtag #JustiçaPorOrelha.

Caso ganha repercussão nacional

A morte de Orelha ultrapassou o contexto local e provocou reação em diferentes partes do país. O episódio gerou manifestações de revolta e solidariedade vindas de diversos estados, envolvendo moradores, protetores da causa animal, organizações e personalidades públicas. Nas redes sociais, mensagens de apoio e pedidos de justiça se multiplicaram, ampliando a visibilidade do caso e reforçando a cobrança por responsabilização dos envolvidos.

 

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Da redação

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