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Uso do cinto ainda falha e multas disparam nas estradas
Dados da PRF mostram crescimento expressivo de multas, enquanto fabricantes projetam lançamentos híbridos e elétricos para 2026

Uso do cinto ainda falha e multas disparam nas estradas
Mesmo com fiscalização e campanhas, o uso do cinto de segurança ainda é negligenciado por motoristas e passageiros nas estradas brasileiras. (Foto: Divulgação)

Publicado em 23/12/2025

As estatísticas mostram que ainda há motoristas e, principalmente, ocupantes desatentos ao uso do cinto de segurança. Nas próximas semanas, estradas de todo o País terão tráfego intenso, período em que cresce a tendência de relaxamento após muitas horas dentro do veículo. Em paradas por acidentes ou congestionamentos, é comum desligar o motor e soltar o cinto. Importante jamais retomar a viagem sem que todos estejam novamente afivelados.

Dados da Polícia Rodoviária Federal indicam que, entre 2007 e 2024, as multas por falta de uso do cinto cresceram 140%, índice muito superior ao aumento da frota no período. Câmeras em rodovias pedagiadas também identificam a infração e encaminham as imagens aos órgãos de fiscalização estaduais ou federais.

Dirigir com sonolência é outro fator crítico, sobretudo à noite. Pesquisas no Reino Unido e na China testaram alertas por assistentes de voz e mostraram que a interação ativa, como repetir frases ou responder perguntas, é mais eficaz para manter o motorista alerta. Hoje, porém, a maioria dos veículos conta apenas com um aviso luminoso no painel.

Ford, Renault e VW apresentam planos para 2026

Em meio às retrospectivas de fim de ano, ao menos três fabricantes anteciparam, ainda sem detalhes, seus planos para 2026 e além.

A Ford prevê 20 ações de produto até 2027. Entre os destaques estão a Ranger híbrida plugável flex, o SUV Everest de sete lugares, já vendido na Argentina, e o Territory flex importado da China. No exterior, Ford e Renault firmaram acordo para desenvolver dois elétricos baseados na plataforma Ampere, do Grupo Renault.

A Renault anunciou para 2026 a plataforma GEA, com foco em baixas e zero emissões, além de dois novos modelos Geely e a renovação de um veículo da linha atual. Para 2027, está prevista uma nova plataforma com eletrificação e um produto inédito.

A Volkswagen lançará em 2026 seu primeiro híbrido flex nacional, produzido em São Bernardo do Campo (SP): um SUV compacto ainda sem nome divulgado. Também estão previstos a nova geração do T-Cross, o Tiguan atualizado importado do México e o motor 1,5 L TSI Evo2 flex, fabricado em São Carlos (SP).

Europa recua em relação aos veículos elétricos

A União Europeia voltou a flexibilizar o plano de banir motores a combustão em 2035. Segundo a Reuters, a Comissão Europeia reconheceu a pressão da indústria e de governos como Alemanha e Itália.

A nova proposta permite que híbridos plug-in, elétricos com extensor de alcance, híbridos convencionais e até motores a combustão sigam tendo espaço após 2035. Também prevê incentivos para elétricos pequenos produzidos na UE e frotas corporativas.

Especialistas ouvidos pela Reuters avaliam que a medida dá mais flexibilidade aos fabricantes europeus frente à concorrência chinesa e atende países com menor poder aquisitivo, além das dificuldades de infraestrutura de recarga em estradas. É o segundo recuo da Comissão neste ano. Nos EUA, a queda da demanda por elétricos levou marcas a priorizarem modelos a gasolina e híbridos após o fim do crédito fiscal federal.

O caminho dos elétricos segue correto, mas o ritmo ainda é incerto. Datas rígidas tendem a não funcionar.

Lexus NX 450h+ entrega mais na prática

Híbridos plugáveis oferecem alcance elevado sem a preocupação constante com recarga rápida em estradas. No NX 450h+, a Lexus combina flexibilidade, bom desempenho e consumo equilibrado.

O SUV médio-compacto mede 4.660 mm de comprimento e tem porta-malas de 545 litros, um dos destaques do modelo. A massa de 1.990 kg é elevada, mas o conjunto motriz responde bem. O motor 2,5 litros a combustão entrega 187 cv, somado a dois motores elétricos, totalizando 308 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 6,3 segundos.

A bateria de 18,1 kW·h recarrega em 2h45 e garante alcance urbano de até 798 km. No uso diário, o NX 450h+ impressiona no trânsito pesado e também em ultrapassagens em rodovias de pista simples. Há modo automático de recarga da bateria em movimento, além de central multimídia de 14 polegadas, bom isolamento acústico e amplo espaço interno. A garantia é de 10 anos.

 

 

 

Da redação

Fonte: AutoIndústria

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