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Novos SUVs pressionam líderes tradicionais
Aumento de modelos no mercado amplia concorrência e impacta desempenho individual das marcas

Novos SUVs pressionam líderes tradicionais
A ampliação da oferta, com modelos flex, híbridos e elétricos, aumentou a concorrência e reduziu o domínio isolado de líderes históricos. (Foto: Divulgação)

Publicado em 28/03/2026

Se a recente onda de lançamentos de utilitários esportivos ampliou bastante as opções de compra, também aumentou a indecisão dos consumidores na hora de escolher entre modelos, tecnologias e marcas. Esse cenário tem limitado as vendas individuais, abaixo do esperado pelas fabricantes.

O segmento de SUVs médios evidencia bem essa pulverização. Há quase uma década liderado pelo Jeep Compass, o mercado segue com o modelo na frente, mas com pressão crescente dos concorrentes.

No primeiro bimestre, o Compass somou menos de 8,7 mil emplacamentos, leve queda mesmo com o crescimento de 8,7% do mercado de SUVs. Já o Toyota Corolla Cross, antes vice-líder, teve retração próxima de 30%, com cerca de 5,1 mil unidades, impactado também por limitações na produção no fim de 2024.

Em sentido oposto, o BYD Song avançou 28% e chegou a 7,5 mil unidades, assumindo a segunda posição. Logo atrás aparece o GWM Haval H6, com crescimento de 48% e quase 5,9 mil veículos vendidos.

Esse movimento considera apenas modelos já presentes nas duas comparações, mas o segmento ganhou diversos novos SUVs desde o ano passado, entre versões flex, híbridas e elétricas, muitas ainda com pouco tempo de mercado e volumes reduzidos.

É nesse contexto que surge o Boreal. Lançado em outubro, ainda em pré-venda, acumulou cerca de 3,5 mil unidades até fevereiro. O número também reflete a paralisação de cinco semanas na fábrica de São José dos Pinhais (PR), para ajustes na linha de produção.

Com poucos exemplares nas ruas, o modelo ainda é pouco reconhecido, mas chama atenção e desperta curiosidade, inclusive por ser um SUV produzido no Brasil.

O Boreal oferece bom espaço interno e porta-malas, além de motor 1.3 turbo flex de 163 cv com câmbio automático. As versões Evolution e Techno partem de R$ 180 mil e R$ 200 mil, enquanto a topo de linha Iconic chega a R$ 217 mil, com pacote completo de equipamentos.

Entre os itens, estão sistemas de assistência à condução, teto solar panorâmico, modos de direção e recursos de conforto, reforçando a proposta do modelo no segmento.

Pelo conjunto de espaço, desempenho, tecnologia e acabamento, o Boreal se posiciona entre as alternativas competitivas da categoria, especialmente para quem não prioriza eletrificação.

Ainda assim, o principal desafio é ganhar visibilidade. Com média pouco acima de mil unidades mensais, o modelo tem potencial de crescimento, desde que consiga atrair o consumidor em meio ao grande volume de lançamentos no mercado.

 

 

 

Da redação

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