Mercado automotivo deve crescer em 2026 com cautela
Automóveis, comerciais leves e caminhões devem registrar expansão próxima de 3%
Pelo menos nas projeções da Fenabrave, entidade que congrega os concessionários de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas, motocicletas e implementos rodoviários, 2026 será de crescimento em todos esses segmentos.
O azul, entretanto, será de um tom quase pálido na quase totalidade, a exemplo do que ocorreu no ano passado, especialmente em automóveis e comerciais leves. A exceção serão as motocicletas, para as quais a entidade estima avanço de pelo menos 10%, após um 2025 de robusto crescimento de 17% e quase 2,2 milhões licenciamentos.
Ainda assim, admite a Fenabrave, embora três vezes a média dos demais segmentos, trata-se de índice bastante conservador para um segmento que espera o ingresso de novas marcas no mercado interno no transcorrer dos próximos meses e talvez com algum empurrão da esperada redução das taxas de juros.
As motos, de fato, são o ponto fora da curva nas projeções dos concessionários. No caso dos automóveis e caminhões, as expectativas de crescimento estão ao redor de 3%, enquanto os ônibus podem ver os licenciamentos avançarem meio ponto porcentual a mais e os negócios de implementos até menos, 2%.
O cenário de crédito restritivo e juros elevados deve recuar ligeiramente, no entender da Fenabrave, aliviando sobretudo os negócios com produtos pesados, como caminhões e implementos, os dois segmentos que recuaram no ano passado frente a 2024 e de forma expressiva: 8,2% e 19,9%, respectivamente.
No caso dos caminhões, outro impacto positivo para 2026 é esperado do Move Brasil, programa do governo federal de R$ 10 bilhões lançado em dezembro último e que buscará estimular a renovação da frota com financiamento mais barato para empresas e caminhoneiros autônomos e cooperativados.
A Fenabrave espera que o fortalecimento do Marco das Garantias ajude no aumento da oferta de crédito para empurrrar também os negócios de automóveis e comerciais leves, assim, claro, como o início de um ciclo de redução de juros, ainda que tímido, e que pode culminar até o fim do ano com a Selic a no patamar de 13%, esperam os revendedores.
Da redação
Fonte: AutoIndústria
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