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2026 reúne eleições, Copa e avanço dos híbridos
Executivos projetam crescimento moderado em 2026, mas confirmam uma série de lançamentos híbridos com uso de etanol no Brasil

2026 reúne eleições, Copa e avanço dos híbridos
Executivos do setor automotivo projetam 2026 com crescimento limitado, mas confirmam novos lançamentos de veículos híbridos flex no Brasil. (Foto: IA)

Publicado em 20/12/2025

A maioria das marcas tradicionais do mercado automotivo brasileiro realizou encontros de final de ano com a imprensa especializada, em geral para comemorar 2025, que apesar de problemas como os juros altos deve fechar com pequeno crescimento sobre 2024.

Com participação dos seus principais executivos, os encontros – tanto na hora do almoço como no estilo happy hour – também serviram para adiantar alguma coisa sobre 2026. Foi lembrança consensual o fato de ser um ano de eleições e de Copa do Mundo, o que vai contribuir para um mercado mais para estagnado do que para acelerado.

Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, destacou serem essas duas das variáveis limitadoras de expansão. No caso da Copa, alertou, os brasileiros param nos dias dos jogos, ou seja, menos dias úteis para vender. Sem contar que também haverá em 2026 mais feriados prolongados.

Mas Zola não esqueceu dos juros altos, na sua avaliação o principal fator de estagnação no ano que vem, mesmo com ligeiro recuo.

O que não impedirá o lançamento de seis novos híbridos da Stellantis em 2026, como revelou em primeira mão o executivo no almoço de fim de ano. Todos híbridos-flex, com etanol, sendo quatro fabricados em Goiana, PE, um em Betim, MG, e um em Porto Real, RJ.

Os híbridos-flex também foram alvo do discurso de Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil, no encontro de fim de ano, quando reforçou anúncio recente de que a partir de 2026 todos os modelos da marca terão, pelo menos, uma versão híbrida, com foco também no biocombustível brasileiro.

Assim como Zola, o presidente da Volkswagen não acredita em mercado acelerado em 2026: “As vendas de leves devem evoluir apenas 2% ou 3%, mas queremos crescer mais. Temos potencial principalmente em função do ano cheio com o Tera no mercado brasileiro”.

Outra marca que também projeta expansão acima da média é a Nissan. No lançamento do Kait, Guy Rodrigues, presidente na América Latina, disse que o Brasil é o mercado na região com maior potencial de crescimento para a marca, que quer chegar a 4% de participação no ano fiscal de 2027, que começa em abril próximo.

Com relação aos híbridos, importante lembrar que as chinesas BYD e GWM também terão ano cheio de produção de modelos com a tecnologia em 2026, ambas prometendo lançamentos de versões híbridas-flex, mais provavelmente no segundo semestre. No caso da BYD, a primeira será plug-in do Dolphin, enquanto na GWM caberá ao Haval H6.

Além delas, a Toyota — pioneira mundialmente nesse tipo de tecnologia — inicia em janeiro a fabricação do seu SUV compacto Yaris Cross com versão híbrida-flex.

O modelo deveria ter sido lançado este ano, mas sua produção foi prejudicada pelo vendaval que destruiu a fábrica de motores de Porto Feliz, SP. Para voltar a operar suas linhas de veículos, a montadora está importando motores do Japão.

Outra marca que anunciou híbrido-flex no final deste ano foi a Ford, no caso para a picape Ranger, produzida na Argentina. Mas com apresentação pouco mais adiante, no início de 2027.

Ainda em se tratando de híbridos, mas não flex, também haverá novidades de várias marcas chinesas que estão chegando ao Brasil, dentre elas a Leapmotor, da Stellantis, a Geely Renault, a Omoda & Jaecoo e Jetour,, que têm lançamentos programados para 2026 e que impulsionarão ainda mais a participação da tecnologia nas vendas totais.

 

 

 

Da redação

Fonte: AutoIndústria

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