Snacks além do agrado ganham função estratégica
Estudos sobre comportamento e fisiologia mostram que os petiscos podem integrar a rotina de forma estratégica e equilibrada
Você já parou para pensar que os petiscos fazem parte dos estímulos que compõem a rotina dos pets? Durante muito tempo, eles foram vistos apenas como agrados pontuais. No entanto, com o avanço dos estudos sobre nutrição, fisiologia e comportamento animal, esse entendimento evoluiu. Hoje, os snacks são compreendidos como recursos que podem integrar o cotidiano dos animais, participando de momentos de interação, aprendizado e cuidado.
Assim como os humanos, cães e gatos seguem um ciclo circadiano que regula níveis de energia, apetite, atividade física e descanso ao longo do dia. Esse ritmo biológico é influenciado tanto pela liberação de hormônios, como melatonina e cortisol, quanto por estímulos externos, como a incidência de luz e a organização da rotina.
“Esse processo orienta a forma como o animal responde aos estímulos diários, tornando a previsibilidade da rotina um fator essencial para o bem-estar. Horários regulares para alimentação, passeios e interações, aliados à exposição à luz natural, ajudam a reduzir estresse, ansiedade e alterações comportamentais”, explica a médica-veterinária Bruna Isabel Tanabe.
Quando a rotina não é respeitada e os estímulos são oferecidos de maneira inadequada, o pet pode apresentar sinais de desconforto, como agitação excessiva, dificuldade para relaxar ou episódios de hiperatividade.
Nesse contexto, compreender o ritmo biológico dos animais permite que o tutor faça escolhas mais conscientes, inclusive em relação ao uso dos petiscos. “Um mesmo snack pode cumprir funções diferentes dependendo do momento em que é oferecido, seja como apoio a atividades, reforço de interações positivas ou auxílio em transições entre tarefas. Assim, ele se torna um recurso que acompanha o ritmo do animal e contribui para o equilíbrio da rotina”, destaca a profissional.
Pela manhã, os pets demonstram maior disposição. Esse período é propício para o uso estratégico dos snacks em atividades cognitivas, treinos e propostas de enriquecimento ambiental, especialmente no caso dos cães.
Ao longo do dia, conforme a demanda energética varia, os petiscos podem acompanhar momentos de maior gasto físico ou mental, sempre respeitando as necessidades individuais de cada animal, como porte, idade e nível de atividade. Para os cães, esse período costuma envolver passeios e brincadeiras mais intensas, enquanto os gatos alternam curtos picos de atividade com pausas frequentes de descanso.
À noite, o organismo dos animais entra naturalmente em um processo de desaceleração. A previsibilidade da rotina, nesse momento, favorece transições mais suaves entre atividade e repouso.
No caso dos gatos, essa dinâmica exige atenção especial devido ao comportamento crepuscular da espécie. Os felinos são biologicamente mais ativos ao amanhecer e ao entardecer, períodos que, na natureza, estavam associados à caça. Reconhecer esse padrão ajuda o tutor a ajustar estímulos e interações, evitando excessos próximos ao momento de descanso.
É a partir desse entendimento do ritmo biológico que surge o conceito de petiscos inteligentes. Mais do que simples agrados, eles passam a ser vistos como ferramentas integradas à rotina de cães e gatos, considerando que diferentes momentos do dia pedem estímulos e composições distintas.
Mais do que decidir quando oferecer um petisco, esse olhar convida o tutor a observar o animal de forma mais atenta, considerando seus horários de maior disposição, seus momentos de pausa e suas transições ao longo do dia. Assim, os petiscos passam a ocupar um espaço que vai além do agrado, tornando-se parte de uma rotina pensada em sintonia com o ritmo do pet.
Da redação
Fonte: Pet Nutrition
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