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Rins de pets sofrem com pouca hidratação
Especialistas alertam que ingestão insuficiente de água aumenta o esforço dos rins e favorece doenças crônicas

Rins de pets sofrem com pouca hidratação
A ingestão insuficiente de água pode trazer impactos diretos à saúde dos pets, especialmente no funcionamento dos rins. (Foto: Freepik)

Publicado em 03/05/2026

A pouca ingestão de água pode trazer impactos diretos para a saúde dos pets, especialmente para o funcionamento dos rins. Estudos e diretrizes internacionais apontam que a hidratação adequada é essencial para evitar sobrecarga renal e ajudar na prevenção de doenças.

De acordo com recomendações da International Renal Interest Society (IRIS), referência mundial em nefrologia veterinária, manter o animal bem hidratado é uma das principais medidas no cuidado com doenças renais crônicas em cães e gatos. Isso acontece porque os rins precisam de água para filtrar toxinas e manter o equilíbrio do organismo. Quando o pet bebe pouca água, a urina fica mais concentrada e o esforço dos rins aumenta.

Além da água disponível ao longo do dia, a alimentação também influencia diretamente na hidratação. Segundo a médica-veterinária Iana Furtado, dietas com maior teor de umidade ajudam o animal a ingerir mais líquidos sem perceber.

“Alimentos naturais e úmidos contribuem para aumentar a ingestão diária de água. Isso ajuda a manter a urina mais diluída e reduz a sobrecarga dos rins. Já quando o pet consome apenas ração seca, ele precisa beber mais água para compensar”, explica.

Alimentação pode ajudar na hidratação

Alguns alimentos podem ser aliados nesse processo. Proteínas leves, legumes e frutas com alto teor de água são boas opções para complementar a dieta.

Entre os vegetais, abobrinha e chuchu se destacam por serem ricos em água e de fácil digestão. Já as frutas como melancia, melão, morango, pera e maçã ajudam a manter o pet hidratado de forma natural.

A veterinária alerta, no entanto, que é fundamental retirar sementes e caroços antes de oferecer frutas aos animais. Também é importante evitar alimentos que podem ser tóxicos, como uva, carambola, açaí e abacate (principalmente casca e caroço).

Mudanças devem ser feitas com orientação

Qualquer alteração na alimentação do pet deve ser feita com acompanhamento veterinário. Caso a ideia seja combinar alimentos naturais com ração, a recomendação é fazer essa transição aos poucos, começando com pequenas quantidades e aumentando gradualmente ao longo de uma a duas semanas.

Dicas simples para estimular o consumo de água

Algumas estratégias podem ajudar a aumentar a ingestão de líquidos no dia a dia:

- Oferecer pedaços de frutas geladas, como melancia e melão

- Preparar cubos congelados com frutas ou proteínas batidas com água ou iogurte natural

- Fazer “picolés” caseiros com caldo de carne sem sal ou iogurte sem açúcar

Essas alternativas, além de refrescantes, podem tornar a hidratação mais atrativa para os pets, especialmente em dias mais quentes.

Manter o animal hidratado é uma medida simples, mas essencial para a saúde. A atenção diária dos responsáveis, aliada ao acompanhamento veterinário, faz toda a diferença na prevenção de problemas renais e na qualidade de vida dos pets.

 

 

 

Da redação

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