Plantas comuns podem colocar cães e gatos em risco
Espécies populares em jardins e casas, como lírio, comigo-ninguém-pode e cica, podem causar graves intoxicações em pets
Junto com a beleza da primavera, surge também um alerta para os tutores de cães e gatos: o risco de intoxicação por plantas ornamentais. Segundo o médico-veterinário Jean Schoingele, diversas espécies bastante comuns em casas e parques, como lírio, comigo-ninguém-pode, azaléia, antúrio, espada-de-são-jorge, hortênsia e cica (Cycas revoluta) — são tóxicas para os animais. “É comum que cães e gatos mordisquem folhas ou flores durante brincadeiras ou por curiosidade. O problema é que muitas dessas espécies liberam substâncias que podem causar vômito, diarreia, salivação intensa, tremores e até falência renal”, explica Schoingele.
Entre essas plantas, a cica, também conhecida como “sagu-de-jardim” ou sago palm, merece atenção especial. Todas as partes da planta são tóxicas, mas as sementes e os brotos jovens concentram maior quantidade de cicasina, substância que provoca lesões graves no fígado e pode levar o animal a óbito mesmo quando ingerida em pequenas quantidades. “A intoxicação por cica é uma das mais graves que atendemos no pronto-atendimento. Os sintomas podem surgir em poucas horas, com vômito, diarreia, fraqueza e icterícia. Quanto mais cedo o tutor procurar atendimento, maiores são as chances de recuperação do animal”, reforça o médico-veterinário.
Em contrapartida, existem opções mais seguras que permitem ter uma casa florida sem colocar a saúde dos pets em risco. Plantas como girassol e ervas aromáticas, como alecrim, manjericão e hortelã, são geralmente consideradas seguras. Ainda assim, Schoingele recomenda que o tutor consulte listas de toxicidade atualizadas ou um médico-veterinário antes de introduzir qualquer planta no ambiente doméstico. “Com informação correta, é possível conciliar a beleza da primavera com a segurança dos animais de estimação”, orienta.
Outro ponto de atenção é a rápida evolução dos sintomas em caso de intoxicação. Se houver suspeita de ingestão, a recomendação é buscar imediatamente atendimento veterinário. “Não existe antídoto específico para todas as plantas tóxicas. O sucesso do tratamento depende da rapidez com que o tutor age ao perceber sinais de intoxicação”, alerta o especialista. Com escolhas conscientes, é possível aproveitar a estação das flores em harmonia com cães e gatos, garantindo um lar mais bonito e seguro.
Da redação
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