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Pets idosos precisam preservar a mobilidade
Caminhadas curtas, brincadeiras e o uso de suplementos são medidas que asseguram a manutenção da qualidade de vida do pet em cada passo

Pets idosos precisam preservar a mobilidade
Especialistas reforçam que a perda de mobilidade em cães e gatos idosos não deve ser normalizada e requer atenção imediata do tutor. (Foto: Divulgação)

Publicado em 09/11/2025

O envelhecimento dos pets é um processo natural, mas que traz consigo mudanças significativas na saúde e no comportamento. Entre as alterações mais comuns está a perda de mobilidade, resultado de dores articulares, rigidez muscular e, em muitos casos, do avanço da osteoartrite.

“Cães e gatos idosos podem passar a ter dificuldade em subir escadas, saltar para o sofá, correr ou até mesmo realizar atividades simples, como caminhar longas distâncias. Esses sinais não devem ser vistos apenas como parte inevitável da idade, mas como um alerta para que o tutor adote medidas de prevenção e cuidado que garantam bem-estar e qualidade de vida na fase sênior”, afirma a médica-veterinária Mariana Raposo.

Manter a mobilidade é essencial não apenas para a saúde física, mas também para o equilíbrio emocional do animal. Os pets que permanecem ativos apresentam menor propensão à depressão, à ansiedade e ao isolamento, além de preservarem por mais tempo sua autonomia e autoestima. “Para isso, a introdução de exercícios leves, adaptados à idade e às condições do animal, é uma estratégia indicada. Caminhadas curtas, atividades de baixo impacto e brincadeiras controladas ajudam a fortalecer músculos, manter a circulação ativa e evitar o ganho excessivo de peso, que pode agravar problemas articulares. No caso dos gatos, estimular movimentos com brinquedos interativos, arranhadores em alturas acessíveis e circuitos simples dentro de casa também contribuem para preservar a mobilidade”, detalha a profissional.

Outro recurso é a fisioterapia, sessões de hidroterapia, alongamentos guiados e exercícios com equipamentos específicos promovem fortalecimento muscular e alívio das dores articulares. A fisioterapia não apenas melhora a mobilidade, como também estimula a liberação de endorfina, trazendo sensação de bem-estar. Muitos tutores relatam melhora significativa na disposição e no humor dos pets após algumas sessões, mas vale lembrar que o tratamento deve sempre ser indicado pelo médico-veterinário, pois o profissional irá avaliar a necessidade e o melhor exercício a ser realizado de acordo com o histórico do animal.

A prevenção de doenças articulares também é essencial quando se pensa em envelhecimento saudável. “Identificar os sinais precoces, como relutância em brincar, andar mais devagar, mancar ou evitar determinados movimentos é o primeiro passo para que o tutor possa buscar ajuda. Por isso, nessa fase as consultas regulares com o médico- veterinário são ainda mais importantes e permitem monitorar a saúde articular e ajustar o plano de cuidados conforme a necessidade do pet”, conta Mariana.

Além das atividades físicas, a nutrição desempenha papel decisivo na preservação da mobilidade. O uso do ômega-3, por exemplo, tem se mostrado benéfico no manejo de cães idosos.

O ômega-3 é um grupo de ácidos graxos essenciais. Dentro desse grupo, dois componentes se destacam por sua importância clínica: o EPA (ácido eicosapentaenoico) e o DHA (ácido docosahexaenoico).

“O EPA é especialmente eficaz na redução de processos inflamatórios crônicos, como os que ocorrem nas doenças articulares, ajudando a diminuir dor e rigidez nas articulações. Ele age controlando a produção de substâncias químicas que causam inflamação, o que resulta em maior conforto para o animal e melhor mobilidade”, elucida a profissional.

Já o DHA atua de forma complementar, mas com foco mais amplo. Ele contribui para a saúde das membranas celulares, especialmente no cérebro e nos olhos, favorecendo a cognição, a memória e até a visão do pet idoso. Em animais que sofrem com declínio cognitivo — algo relativamente comum em cães e gatos mais velhos — o DHA pode ajudar a retardar a progressão dos sintomas, mantendo-os mais ativos e responsivos.

É importante destacar que, para que o ômega-3 exerça efeito terapêutico esperado, a concentração de EPA e DHA deve ser adequada. Por isso, é importante optar por suplementos com certificação de pureza, estabilidade e padronização para garantir garante maior eficácia.

Outro suplemento essencial, ao pensar na mobilidade dos pets, é o colágeno tipo II que ajuda a promover a regeneração e a reparação da cartilagem, estimulando a produção de colágeno e proteoglicanos, que são componentes importantes da cartilagem articular.

Diversos estudos apontam que a combinação do colágeno tipo II com o ômega-3 rico em EPA e DHA potencializa os resultados, ajudando a diminuir a inflamação, protegendo as cartilagens, melhorando a mobilidade e favorecendo a qualidade de vida dos pets. “Essa sinergia é especialmente indicada para cães e gatos idosos ajudando não apenas no controle da dor, mas também na preservação da função articular a longo prazo”, conta Mariana.

Com estímulos adequados, acompanhamento veterinário e estratégias nutricionais, cães e gatos podem envelhecer de forma mais ativa, confortável e saudável, mantendo não apenas a capacidade de se locomover, mas também a alegria de interagir com a família e aproveitar cada momento da vida.

 

 

 

Da redação

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