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O que muda na dieta dos pets?
Especialista explica como idade, comportamento e metabolismo influenciam a alimentação de cães e gatos ao longo da vida

O que muda na dieta dos pets?
A alimentação dos pets vai muito além da quantidade de ração no pote. (Foto: Freepik)

Publicado em 10/05/2026

As necessidades nutricionais de cães e gatos mudam ao longo da vida e influenciam não apenas a quantidade de alimento consumida, mas também a forma como os pets se relacionam com a alimentação. Filhotes, adultos e idosos possuem demandas metabólicas, energéticas e comportamentais diferentes, o que exige adaptações na rotina alimentar.

Nos primeiros meses de vida, os filhotes passam por um crescimento acelerado e precisam de maior aporte energético e nutricional. Essa fase também é importante para a formação do comportamento alimentar. Nos cães, os petiscos ajudam no aprendizado e na socialização. Já os gatos desenvolvem preferências mais sensíveis relacionadas à textura, aroma e frequência da alimentação.

Segundo a médica-veterinária Bruna Isabel Tanabe, as experiências dessa fase influenciam o comportamento futuro do animal. “O filhote está construindo padrões de comportamento. Quando bem conduzida, essa etapa favorece respostas mais equilibradas ao longo da vida”, explica.

Na fase adulta, o organismo atinge maior estabilidade e as necessidades energéticas passam a depender do porte, nível de atividade e estilo de vida do pet. Animais mais ativos exigem maior consumo calórico, enquanto os sedentários precisam de controle para evitar ganho de peso.

Nesse período, a alimentação também se relaciona à rotina e à interação com os tutores. Petiscos costumam ser utilizados em brincadeiras, passeios e estímulos cognitivos, contribuindo para uma rotina mais ativa.

Com o envelhecimento, o metabolismo desacelera e surgem mudanças no olfato, paladar e mastigação, o que pode deixar os pets mais seletivos. Em cães idosos, a redução da atividade física exige atenção ao balanço energético. Nos gatos, textura e aroma passam a influenciar ainda mais a aceitação dos alimentos.

De acordo com Bruna, a alimentação vai além das necessidades fisiológicas. “A nutrição hoje é entendida de forma integrada, considerando comportamento, interação e qualidade de vida ao longo do tempo”, afirma.

Ao reconhecer essas mudanças, os tutores conseguem adaptar a alimentação de forma mais consciente, respeitando cada fase da vida dos pets e contribuindo para o bem-estar dos animais.

 

 

Da redação

Fonte: Pet Nutrition

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