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Março Amarelo Pet alerta para doenças renais
Iniciativa chama atenção para sinais silenciosos de problemas renais e destaca importância das consultas veterinárias

Março Amarelo Pet alerta para doenças renais
A campanha Março Amarelo Pet busca conscientizar tutores sobre a importância de cuidar da saúde renal de cães e gatos. (Foto: Freepik)

Publicado em 15/03/2026

Criada para conscientizar sobre a relevância dos cuidados com a saúde renal, a campanha Março Amarelo Pet destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento veterinário contínuo para cães e gatos. Ao longo do mês, a iniciativa alerta para enfermidades que comprometem o funcionamento dos rins, como a Doença Renal Crônica (DRC), uma das mais frequentes na rotina clínica veterinária.

Responsáveis por funções essenciais ao equilíbrio do organismo, os rins atuam na filtragem do sangue, eliminação de toxinas, controle do equilíbrio hídrico e de minerais, além de participarem da regulação da pressão arterial e da produção de certos hormônios. Quando essas funções são afetadas, todo o organismo do animal pode sofrer impactos progressivos, que muitas vezes iniciam de forma silenciosa.

De acordo com o médico veterinário Kauê Ribeiro, as doenças renais podem acometer pets de diferentes idades, embora sejam mais frequentes em animais idosos. “A Doença Renal Crônica é mais comum do que muitos responsáveis imaginam e costuma evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais. Por isso, as consultas regulares com o Médico-Veterinário são fundamentais para identificar alterações precocemente, permitindo a adoção de medidas que ajudam a controlar a progressão da doença e preservar a qualidade de vida do animal”, explica Ribeiro.

Sintomas da Doença Renal Crônica

A DRC é caracterizada pela perda gradual, irreversível e progressiva da função renal. Nos estágios iniciais, os sinais clínicos tendem a ser mais discretos e facilmente confundidos com outras condições, como aumento da ingestão de água (polidipsia), maior volume e frequência urinária (poliúria), redução do apetite, perda de peso, apatia e perda de massa muscular.

Com o avanço da doença, podem surgir vômitos, alterações na cavidade oral (úlceras e mau hálito urêmico), desidratação e sinais neurológicos, indicando comprometimento mais severo.

“Cada animal pode apresentar manifestações clínicas diferentes, o que exige uma abordagem individualizada. Somente o médico veterinário é capaz de avaliar o quadro, solicitar exames laboratoriais e de imagem, e indicar o tratamento e o acompanhamento adequados. Conforme a doença evolui, pode haver necessidade de avaliações mais frequentes e, em alguns casos, de internação para estabilização do paciente”, destaca.

Como prevenir a Doença Renal Crônica

Quando o assunto é prevenção, Ribeiro reforça que nem sempre é possível evitar o desenvolvimento da doença, especialmente quando relacionada ao envelhecimento. No entanto, alguns cuidados podem reduzir riscos e favorecer a saúde renal ao longo da vida. Check-ups veterinários periódicos, alimentação adequada e incentivo à hidratação são pontos-chave para garantir a saúde renal do pet.

Além disso, é importante estar atento a comorbidades, como doenças cardíacas, doença periodontal, cistite, urolitíase, hipertireoidismo, infecções e diabetes, que podem favorecer o desenvolvimento ou a progressão da doença renal. 

“Doenças periodontais, por exemplo, podem ter relação com alterações renais, já que bactérias presentes na cavidade oral podem alcançar a corrente sanguínea e desencadear respostas inflamatórias que sobrecarregam os rins. Por isso, a escovação diária dos dentes, o uso de soluções antissépticas à base de clorexidina, a remoção do tártaro e o acompanhamento com um profissional especializado em odontologia veterinária são medidas fundamentais. Isso reforça a importância de um cuidado integrado de cada pet”, orienta o médico veterinário.

Outro ponto de atenção são doenças infecciosas, como a leishmaniose, causada por protozoários e transmitida pela picada do mosquito-palha. A enfermidade pode provocar inflamações e lesões em diversos órgãos, incluindo os rins, contribuindo para o desenvolvimento ou agravamento de quadros renais.

“Em regiões com maior incidência da leishmaniose, é fundamental adotar medidas preventivas voltadas ao combate do vetor, o mosquito-palha, como o uso de coleiras repelentes e o controle ambiental, que envolve a limpeza adequada e o uso de inseticidas. A identificação precoce da doença e o tratamento adequado também ajudam a reduzir complicações renais”, explica Ribeiro.

Ao longo do Março Amarelo Pet, o médico veterinário Kauê Ribeiro reforça a importância da informação como ferramenta de cuidado, incentivando a observação atenta dos animais e a busca por orientação profissional diante de qualquer mudança de comportamento ou saúde. 

 

 

 

Da redação

Fonte: Vetnil

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