Maneiras de lidar com o luto após perder seu pet
Psicóloga detalha efeitos da ausência do pet e orienta caminhos para elaborar o luto de forma saudável
A convivência com um cachorro transforma a vida de muitas famílias. Companheiros atentos, afetuosos e presentes, esses animais participam de momentos de alegria, dão suporte emocional e, em diversos casos, ainda atuam como guias, auxiliares terapêuticos e parceiros de cuidado. Quando esse vínculo é rompido, seja pela morte ou pelo desaparecimento, o impacto emocional costuma ser profundo e exige atenção. A psicóloga Juliana Sato, especialista em luto pet, detalha caminhos para atravessar esse processo com mais acolhimento e menos desgaste.
O peso emocional da ausência
Pesquisas internacionais reforçam a influência positiva dos cães na saúde mental das pessoas. Um estudo conduzido por Pauleen Bennett Powell, publicado em 2018, já havia apontado que tutores de cães apresentam menos solidão, mais bem-estar e maior facilidade de socialização. Outras referências, como os relatos do psicólogo norte-americano Aubrey Fine e da pesquisadora Mary Janevic, mostram que animais de terapia e cães de serviço ampliam a autonomia, reduzem sintomas e contribuem para a qualidade de vida de quem depende deles.
Por isso, quando o cachorro se vai, a reação emocional pode ser intensa. Juliana explica que o tutor costuma ficar dividido entre tristeza e esperança, especialmente em casos de desaparecimento, o que prolonga a dor e dificulta a adaptação. Para pessoas com deficiência física ou mental que dependem de cães de serviço, a perda pode gerar insegurança, isolamento e piora na qualidade de vida.
Quando o luto não é reconhecido
A psicóloga destaca que não apenas tutores sofrem com a despedida. Profissionais que convivem diariamente com os animais, como veterinários, cuidadores, adestradores, tosadores e terapeutas assistidos por cães, também sentem os efeitos emocionais da perda. Sem reconhecimento ou acolhimento adequado, esse luto pode levar à sobrecarga psicológica e ao adoecimento.
A despedida e o significado do vínculo
Como membros da família, os cães ocupam um lugar afetivo central, e sua ausência costuma gerar confusão, vazio e tristeza. Juliana reforça que essa dor não deve ser minimizada: trata-se de um sofrimento legítimo, resultado de uma relação construída ao longo do tempo.
Seis passos para atravessar o luto com mais serenidade
A psicóloga orienta práticas que ajudam a enfrentar esse período delicado:
1. Reconheça o que sente
Tristeza, saudade e confusão são reações naturais. Validar essas emoções é o primeiro passo para elaborar o luto.
2. Respeite seu próprio tempo
O luto não segue regras. Há dias mais pesados e dias mais leves. Cada pessoa vive o processo de maneira única.
3. Converse com quem acolhe
Falar sobre memórias e sentimentos ajuda a organizar a experiência. Compartilhar com alguém que escuta sem julgamento pode trazer alívio.
4. Crie um ritual simbólico
Gestos como escrever uma carta, montar um espaço de homenagem ou acender uma vela ajudam a representar o ciclo que se encerra.
5. Pratique autocuidado
Pequenas rotinas de descanso, alimentação e organização emocional fazem parte da reconstrução. Cuidar de si não significa esquecer o animal.
6. Busque apoio profissional
A ajuda de um especialista é importante tanto em momentos de transição, quando o pet ainda está em declínio de saúde, quanto após sua partida. Em casos de tutores com deficiência que dependem de cães-guia, recomenda-se acompanhamento psicológico e um processo de transição assistida para a chegada de um novo animal.
A perda de um cachorro nunca é simples. Mas com apoio, respeito ao próprio ritmo e reconhecimento do vínculo construído, é possível transformar a despedida em um processo menos doloroso e mais humano.
Da redação
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