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Excesso de peso ameaça saúde dos animais
Especialista explica como prevenir o excesso de peso e preservar a qualidade de vida de cães e gatos

Excesso de peso ameaça saúde dos animais
A obesidade é uma das doenças nutricionais que mais avançam entre cães e gatos e já pode afetar até metade dos pets. (Foto: Freepik)

Publicado em 15/02/2026

A obesidade é uma das doenças nutricionais que mais cresce entre cães e gatos. Dados recentes indicam que até 50% dos pets podem estar acima do peso ideal, uma condição que afeta não apenas a aparência física, mas também a saúde e a qualidade de vida.

Segundo a médica-veterinária Bruna Isabel Tanabe, muitos tutores não percebem que o pet está obeso, principalmente quando o ganho de peso ocorre de forma gradual. “É muito comum que o tutor só perceba quando surgem dificuldades de locomoção ou problemas de saúde associados, como doenças articulares e cardiovasculares. Por isso, é fundamental realizar avaliações periódicas e observar mudanças no corpo do animal”, explica.

O excesso de peso em pets está relacionado a uma série de fatores, como alimentação inadequada, sedentarismo, predisposição genética e alterações hormonais, como hipotireoidismo. Além disso, a castração, embora benéfica em diversos aspectos, pode reduzir o metabolismo do animal, favorecendo o ganho de peso caso não haja ajustes na dieta e no nível de atividade física.

Manter o pet no peso ideal começa com uma alimentação equilibrada, baseada em rações de qualidade, indicadas para a fase de vida e o porte do animal. A quantidade deve ser rigorosamente controlada, de preferência seguindo as orientações do médico-veterinário.  Nesse contexto, é importante ressaltar que os petiscos, muitas vezes vistos com receio pelos tutores preocupados com o sobrepeso, podem ser incorporados de forma estratégica e positiva à rotina alimentar do pet.

Os petiscos, quando oferecidos com moderação, são importantes aliados. Atualmente, existem diversas opções formuladas com ingredientes de alta qualidade, baixo teor calórico e benefícios funcionais, como apoio ao cuidado oral, evitando a formação de tártaro e placa bacteriana.

A médica-veterinária reforça: “Os petiscos são excelentes ferramentas de estímulo, recompensa e até de enriquecimento ambiental. O importante é que sejam oferecidos com consciência e que representem, no máximo, 10% do total de calorias diárias do pet.

Além de proporcionarem prazer e fortalecerem o vínculo entre tutor e pet, os snacks são úteis em treinamentos e brincadeiras, contribuindo para o estímulo físico e mental, aspectos fundamentais para evitar o sedentarismo e, consequentemente, o ganho de peso. “Não é preciso excluir os petiscos da rotina, mas sim escolher o mais adequado a condição do animal e usar com sabedoria, sempre respeitando as necessidades nutricionais de cada animal”, orienta Bruna.

Além da alimentação, a prática regular de atividades físicas é indispensável. Caminhadas, brincadeiras ao ar livre, natação e até esportes específicos, como o agility, são excelentes para manter o pet ativo e saudável. Mesmo os gatos, que costumam ser mais sedentários, devem ser estimulados a se movimentar com brinquedos e arranhadores, como forma de enriquecimento ambiental

Prevenir a obesidade é sempre mais fácil do que tratar suas consequências. Uma vez que o animal está obeso, o emagrecimento deve ser conduzido com acompanhamento veterinário, respeitando as necessidades e limitações de cada pet. “Dietas muito restritivas ou exercícios intensos podem ser prejudiciais. O ideal é um programa gradual e seguro de redução de pesoorienta Bruna.

Com cuidados adequados, é possível garantir que o pet mantenha um peso saudável, preservando sua qualidade de vida, mobilidade e longevidade.

 

 

Da redação

Fonte: PMF

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