Dormir junto ao pet faz bem?
Estudos mostram que a presença do tutor pode reduzir sinais de ansiedade em animais
Permitir que cães e gatos durmam na cama ou subam no sofá é um dos temas que mais divide tutores. Enquanto alguns adotam a prática sem culpa, outros evitam por medo de “mimar demais” o animal ou de prejudicar o comportamento do pet.
Boa parte dessa insegurança vem de informações antigas, que por muito tempo associaram o contato mais próximo a problemas como agressividade e dependência. No entanto, pesquisas mais recentes não confirmam essa relação.
O que dizem os estudos sobre comportamento
De acordo com estudos com grande número de tutores brasileiros, como uma pesquisa publicada na revista Society & Animals, cães que dormem dentro de casa, especialmente próximos aos tutores, não apresentam mais agressividade nem dependência excessiva.
Pelo contrário: esses animais podem demonstrar menos sinais ligados à ansiedade de separação, como destruição de objetos ou vocalização intensa quando ficam sozinhos.
Uma das explicações está na presença do cheiro do tutor no ambiente. Mesmo na ausência da pessoa, o odor familiar pode transmitir sensação de segurança ao animal e reduzir o estresse.
Proximidade não é ausência de regras
Um ponto importante é entender que permitir o acesso à cama ou ao sofá não significa falta de limites. O comportamento do animal depende mais da consistência das regras do que da proximidade em si.
Quando há mudanças constantes, como liberar em alguns momentos e proibir em outros, o cão pode ficar confuso. Por isso, o ideal é manter combinações claras dentro da rotina da casa.
Caso a escolha seja não permitir o acesso, isso também é válido, desde que o pet tenha um espaço confortável e adequado, próximo da convivência familiar.
Sofá, cama e adaptação do ambiente
O sofá segue a mesma lógica da cama. O acesso, por si só, não é um problema, mas o tutor deve considerar que o animal pode apresentar comportamentos naturais, como se ajeitar ou arranhar o local.
Por isso, alguns ajustes ajudam no dia a dia, como o uso de mantas ou a definição de um espaço específico para o pet. Em cães pequenos, rampas podem facilitar o acesso e evitar impactos repetitivos nas articulações.
Também é possível estabelecer regras, como permitir que o animal suba apenas quando for chamado, ou direcioná-lo para uma caminha próxima ao sofá, tornando o espaço mais atrativo.
Sono e convivência na rotina
Outra dúvida comum envolve o sono. Mesmo compartilhando a cama, não é necessário que o tutor adapte completamente seus movimentos durante a noite.
Cães costumam ter sono mais fragmentado, mudando de posição e acordando com facilidade, o que torna a convivência mais simples do que parece.
Quando é melhor repensar
Apesar de não haver problema direto no comportamento em geral, há situações em que é importante reavaliar essa convivência.
Animais com dor, problemas ortopédicos ou muito pequenos podem ter dificuldades com o sobe e desce frequente. Além disso, se houver sinais de conflito, como rosnados ao serem retirados da cama ou do sofá, é necessário ajustar o acesso e trabalhar esse comportamento.
Da redação
Fonte: Petz
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