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Ansiedade em pets exige atenção e cuidado diário
Veterinários alertam que alterações comportamentais persistentes indicam sofrimento emocional e exigem atenção

Ansiedade em pets exige atenção e cuidado diário
Mudanças de comportamento, como destruição de objetos e vocalização excessiva, podem indicar ansiedade em cães e gatos. (Foto: Divulgação)

Publicado em 04/01/2026

Cada vez mais inseridos na dinâmica familiar, os pets vivem rotinas que, em muitos casos, são marcadas por ausência prolongada dos tutores, mudanças de ambiente e estímulos variados. Esse contexto pode favorecer o desenvolvimento de quadros de ansiedade, tanto em cães quanto em gatos, afetando seu bem-estar e comportamento.

A ansiedade é uma das queixas comportamentais mais frequentes nas clínicas veterinárias. “É muito comum os tutores relatarem que o pet destruiu objetos, começou a vocalizar de forma excessiva ou a urinar em locais inadequados. Esses são sinais clássicos de que algo não está bem do ponto de vista emocional”, explica a médica veterinária Bruna Isabel Tanabe.

O quadro pode se manifestar de diversas formas, sendo a ansiedade de separação uma das mais comuns. Nesse cenário, o animal sofre intensamente quando se vê sozinho, mesmo que por curtos períodos. Além disso, mudanças bruscas na rotina, viagens, a chegada de um novo membro à família ou mesmo ruídos intensos — como fogos de artifício — podem desencadear comportamentos ansiosos.

Por isso, identificar a ansiedade exige observação atenta. Alguns pets tornam-se hiperativos, enquanto outros se retraem ou apresentam comportamentos compulsivos, como lamber insistentemente partes do corpo, como as patas, roer objetos ou até mesmo se automutilar. “Quando o tutor percebe mudanças comportamentais persistentes, é fundamental buscar a orientação de um profissional para identificar a causar e orientações de ajustes no manejo, rotina e hábitos diários”, recomenda Bruna.

O enriquecimento ambiental é uma das ferramentas mais eficazes para reduzir a ansiedade em pets. A oferta de brinquedos interativos, estímulos olfativos, circuitos de obstáculos e atividades físicas diárias contribuem para manter o animal mentalmente ocupado e fisicamente saudável. Para a profissional, “um pet que gasta energia de maneira saudável tende a apresentar níveis de ansiedade menores”.

Outra prática importante é a utilização de reforço positivo. O uso de petiscos como recompensa ajuda a estimular comportamentos desejáveis, além de fortalecer o vínculo entre o tutor e o pet. “Os snacks são poderosos aliados no treinamento e também no manejo da ansiedade. Eles oferecem um estímulo prazeroso e ajudam o pet a associar determinadas situações a experiências positivas”, explica Bruna.

Em casos mais graves, pode ser necessária a intervenção de um médico-veterinário especializado em comportamento animal, que poderá recomendar terapias comportamentais, o acompanhamento de um adestrador ou até mesmo o uso de medicamentos, sempre de forma criteriosa.

O mais importante é lembrar que a ansiedade, deve ser tratada, pois impacta diretamente a qualidade de vida do animal e da família. Com atenção, carinho, paciência e suporte profissional, é possível ajudar o pet a lidar melhor com suas emoções e proporcionar a ele uma vida mais equilibrada e feliz.

 

 

 

Da redação

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