Mercado de trabalho catarinense registra saldo positivo
Santa Catarina encerrou setembro de 2026 com saldo positivo de 7.086 empregos com carteira assinada. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados na quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No Brasil, o resultado também foi positivo, com a criação de 121.305 vagas formais no mesmo mês.
No estado, quatro dos cinco grandes setores econômicos avaliados tiveram mais contratações do que demissões. Serviços liderou a geração de postos de trabalho, com 5.412 novas vagas. O Comércio aparece na sequência, com saldo de 1.339 empregos, seguido pela Indústria, com 599, e pela Agropecuária, com 108. A Construção foi o único segmento com resultado negativo, registrando o fechamento de 372 postos.
Florianópolis lidera geração de vagas no estado
Entre os municípios catarinenses, Florianópolis apresentou o maior saldo de empregos formais em setembro, com 1.400 novas vagas. São José ficou na segunda posição, com 1.186 postos, seguida por Palhoça (544), Chapecó (390) e Balneário Camboriú (346).
Na divisão por gênero, as mulheres responderam pela maior parte do saldo positivo no mercado de trabalho catarinense. Foram 4.529 vagas ocupadas por trabalhadoras, enquanto os homens registraram saldo de 2.557 postos.
Os jovens de 18 a 24 anos também se destacaram, com a ocupação de 4.041 vagas, maior resultado entre as faixas etárias analisadas. Já no recorte por escolaridade, pessoas com ensino médio completo concentraram o maior saldo, com 3.930 novos vínculos empregatícios.
Brasil registra mais de 121 mil novos empregos
No cenário nacional, o saldo de setembro foi resultado de 2,21 milhões de admissões e 2,09 milhões de desligamentos. Com isso, o país chegou a 1,24 milhão de novos empregos formais entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 2,65%.
Considerando os últimos 12 meses, de outubro de 2025 a setembro de 2026, foram acrescentados 787.073 postos de trabalho, uma expansão de 1,65%.
Assim como em Santa Catarina, os Serviços lideraram a abertura de vagas no país. O setor terminou setembro com saldo de 81.241 empregos, impulsionado principalmente pelas atividades administrativas e serviços complementares, que abriram 18.386 postos. Na sequência aparecem Saúde Humana e Serviços Sociais, com 15.403, e Transporte, Armazenagem e Correio, com 13.240.
A Indústria teve saldo positivo de 19.285 vagas, enquanto o Comércio registrou 15.697 e a Construção, 9.468. A Agropecuária foi o único grande grupamento com resultado negativo no país, com 4.381 postos a menos.
Nordeste concentra maior saldo entre as regiões
O levantamento também aponta que 26 das 27 unidades da Federação tiveram saldo positivo na geração de empregos formais em setembro.
Em números absolutos, São Paulo liderou o ranking estadual, com 19.391 novas vagas, seguido por Pernambuco, com 13.371, e Alagoas, com 11.110. Quando considerada a variação proporcional em relação ao estoque de empregos, Alagoas apresentou o maior crescimento, de 2,47%. Amapá (1,35%) e Roraima (1,23%) aparecem na sequência.
Na divisão regional, todas as cinco regiões brasileiras registraram resultado positivo. O Nordeste ficou na primeira posição, com 49.142 novos postos. O Sudeste somou 39.404 vagas, enquanto o Norte contabilizou 14.748. O Sul teve saldo de 9.949 empregos e o Centro-Oeste, de 7.894.
Mulheres e jovens concentram novas oportunidades
No recorte nacional por gênero, as mulheres ocuparam a maior parcela das vagas geradas, com saldo de 62.989 postos de trabalho. Entre os homens, o resultado foi de 59.129 novas vagas.
A faixa etária de até 24 anos apresentou o maior saldo, com 106.293 empregos formais. Em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo lideraram, com 82.818 postos, seguidos por aqueles com ensino médio incompleto, que somaram 17.258.
Na análise por raça, os maiores saldos foram registrados entre trabalhadores pardos, com 96.805 vagas. Pessoas pretas tiveram saldo de 17.416, enquanto entre os trabalhadores brancos o resultado foi de 15.493. Também foram registrados saldos positivos para amarelos (229) e indígenas (80).
Salário médio de admissão chega a R$ 2,4 mil
O salário médio real de admissão no Brasil foi de R$ 2.429,41 em setembro. Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve aumento de R$ 44,90, equivalente a uma alta de 1,88%.
Entre os trabalhadores classificados como típicos, a remuneração média de entrada chegou a R$ 2.480,24, valor 2,09% superior à média geral. Já para os trabalhadores considerados não típicos, o salário médio foi de R$ 2.054,61, ficando 15,4% abaixo da média nacional.
Da redação
Fonte: Governo Federal
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