“Uma Mulher Diferente” estreia nesta quinta-feira levando romance e autismo às telonas
O lançamento é da Autoral Filmes de Florianópolis e a estreia é simultânea em mais de 30 salas de 22 cidades brasileiras
O lançamento é da Autoral Filmes de Florianópolis e a estreia é simultânea em mais de 30 salas de 22 cidades brasileiras. Em Florianópolis, o filme pode ser assistido no Paradigma Cine Arte (SC-401) e no Cine Multi (Sul da Ilha).
Com muita delicadeza e humor, a premiada diretora e roteirista francesa Lola Doillon aborda a saúde mental de uma mulher em seu novo filme, a comédia-romântica UMA MULHER DIFERENTE, protagonizada por Jehnny Beth (Anatomia de uma queda) e Thibaut Evrard (A noite do dia 12). O longa chega nesta quinta-feira, 16, aos cinemas e promete aquecer o debate sobre o autismo, muitas vezes tardiamente diagnosticado em adultos.
Elogiada pela imprensa francesa – o jornal Le Figaro o comparou à franquia britânica Bridget Jones –, essa comédia-romântica tem ao centro a personagem Katia Rousseau, uma pesquisadora brilhante cuja vida, especialmente amorosa, é um caos. Mas quando inicia o trabalho numa nova produção, ela começa a descobrir como lidar com seus sentimentos.
É só na vida adulta que Katia se descobre autista, e o diagnóstico lhe é libertador, pois, finalmente, ela consegue compreender melhor a si mesma, e dar forma aos seus sentimentos.
De forma delicada e sincera, Doillon, que também assina o roteiro, aborda a jornada dessa personagem que, agora, tendo a possibilidade de se compreender melhor, talvez esteja mais preparada para o amor. A diretora conta que queria escrever uma história de amor, mas não pensava em abordar o autismo, porém, o tema começava ser recorrente nos projetos que recebia.
“Rapidamente percebi que não sabia nada sobre o assunto. E quanto mais eu aprendia, mais descobria um mundo desconhecido. Não me sentia legitimada para falar sobre isso, e quando descobri o autismo através de uma perspectiva feminina, isso me tocou. Me senti próxima dessas mulheres e quis falar sobre isso. Então, pareceu importante para mim. E, de fato, conectar isso a uma mulher que descobre seu autismo tardiamente e integrá-lo a essa história de amor”, conta em entrevista.
Para tratar disso, explica que construiu duas personagens de formas contrastante: Katia e Fred (Thibaut Evrard), para que possam compreender o autismo, e como conviver com ele, cada um à sua maneira, e, para isso, tentou os fazer da forma mais humana possível.
“Quando Katia chega à casa de Fred, feliz, com uma grande ideia em mente, Fred não está necessariamente no mesmo estado de espírito. E vice-versa. São interseções humanas. Eles também têm o direito de falhar, de não serem perfeitos. A falta de conhecimento pode nos levar a coisas tolas. Eu mesma certamente disse coisas desajeitadas, e as pessoas ao meu redor me educaram. No filme, Fred se educa.”
Desde sua estreia, UMA MULHER DIFERENTE, foi muito bem recebido pela imprensa francesa. “Estrelado por uma atriz formidável, Jehnny Beth, o filme assume a forma de uma exposição educativa sobre o autismo”, escreve o jornal Libération. “Lola Doillon criou um filme sensível sobre uma jovem que descobre que sofre de um transtorno que enfraquece sua relação com os outros e com o mundo. Um sucesso”, comenta Le Echos.
Sinopse
Katia, a protagonista, é uma documentarista brilhante de 35 anos que demonstra uma abordagem única para seus relacionamentos, todos mais ou menos caóticos. Sua participação em um novo documentário finalmente a leva a aceitar suas diferenças. Essa revelação abalará uma vida já complicada.
Onde assistir: Paradigma Cine Arte e Cine Multi.
Veja o trailer: Bing Vídeos
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Sobre o autor
Karin Verzbickas
Jornalista conhecida por suas resenhas de filmes no Jornal Imagem da Ilha
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