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Amor x ideologia, por Octávio Lebarbenchon
Em tempos de polarização política, respeitar opiniões diferentes é essencial para preservar os vínculos familiares e cultivar o amor

Amor x ideologia, por Octávio Lebarbenchon
Pais, filhos e amigos podem ter crenças distintas sem transformar a política em motivo para conflitos, intolerância ou afastamento. (Charge do Ed Carlos) ***CLIQUE PARA AMPLIAR

Publicado em 20/10/2026

Na polarização que vivemos, é muito comum que, em uma família, filhos e pais possam ter ideias e crenças diferentes sobre o momento político do país.

A beleza da democracia reside exatamente neste ponto, onde o que eu penso não necessariamente é o que você pensa, e nem por isso um de nós está certo e o outro errado.

Mas minha discussão não vai ser sobre a democracia, que, sim, representa a liberdade da vida em sociedade, mas sim sobre o amor e as ideologias.

Pensar e crer sobre muitos temas faz parte da formação da inteligência humana.

Que privilégio ter a capacidade de aprender e também a liberdade de ter ideias e também de mudar de ideia sempre que acharmos que, por motivos diversos, devemos fazer esta mudança.

Sejam coisas simples ou complexas, o mais importante é ter a liberdade do pensamento.

Vamos pouco a pouco nos transformando em uma pessoa melhor, mesmo — e repito — que minhas crenças não sejam iguais às suas.

Por isso mesmo, e observando esta consideração, trago o amor, o mais sublime sentimento humano.

Não há ideologia que possa romper o amor que sentimos pelos nossos filhos, pela nossa família, pelos nossos amigos e pela humanidade.

E, por isso mesmo, saber perdoar, entender e viver as diferenças são atos de amor.

Nos momentos complexos que estamos vivendo, jamais devemos confundir ideologias com amor.

Acordar e agradecer que estamos vivos e evitar gerar conflitos pelo simples fato de termos ideias diferentes são atos de inteligência.

Jamais sejamos intolerantes.

A beleza da multiplicidade ideológica não faz mal a ninguém. Ter valores e crenças diversas jamais deve nos afastar, e sim promover a discussão, botar a inteligência em movimento.

Felizes os que respeitam a diversidade humana.

Portanto, sejamos pessoas do bem, independentemente das nossas ideologias.

Porque o que nos une é o amor e a fé na humanidade.

Portanto, relaxe, brigue com carinho pelos seus ideais, mas jamais esqueça que o que nos une e o que nos gerou foi o amor.

Seja feliz e viva intensamente esta vida que vale a pena ser vivida.

 

 

 

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Sobre o autor

Octávio Lebarbenchon

Octávio Lebarbenchon

Empresário, consultor, conselheiro e professor universitário há mais de 30 anos na UDESC/Esag das matérias de negociação, vendas e liderança.


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