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SC lidera ranking de menor pobreza no país

Apenas 4,2% da população de SC está em situação de pobreza, o menor índice do país. (Foto: Jonatã Rocha/Secom)

Publicado em 02/04/2025

O estado de Santa Catarina apresenta os menores índices de pobreza e extrema pobreza do Brasil, conforme dados do IBGE referentes a 2022 e 2023. O levantamento aponta que 4,2% da população catarinense vive em situação de pobreza, enquanto 1,8% está em extrema pobreza. Os números destacam a força da economia local e a geração de oportunidades em diversas regiões e setores.

Na comparação nacional, Santa Catarina mantém uma posição privilegiada. A média brasileira no mesmo período foi de 16% para pobreza e 5,5% para extrema pobreza. Os dados foram analisados pelo Instituto Insper e divulgados em um evento realizado em São Paulo, que contou com a participação do Governo de Santa Catarina, representado pela Secretaria de Indústria, Comércio e Serviço (Sicos).

Segundo Jonianderson Menezes, secretário adjunto da Sicos, o estado já possui um modelo eficiente de desenvolvimento econômico e empregabilidade, mas continua buscando avanços. "Participar de encontros como esse nos permite analisar diferentes realidades e aprimorar políticas que ampliem a inclusão produtiva e a geração de renda para a população", ressalta.

Empregabilidade e desafios sociais

Apesar do cenário positivo, desafios ainda precisam ser enfrentados. A pesquisa aponta que entre os 10% mais pobres de Santa Catarina, a taxa de desocupação chega a 20%, e a informalidade atinge 52% dessa parcela da população.

A relação entre emprego e combate à pobreza foi um dos temas centrais do evento realizado em São Paulo. Nos últimos 20 anos, Santa Catarina conseguiu reduzir os índices de pobreza em 14%, impulsionado pelo crescimento do mercado de trabalho. Somente em 2024, o estado gerou 106 mil novas vagas formais, segundo o Caged. O desempenho contribuiu para que a taxa de desemprego caísse para 2,7%, a menor dos últimos 10 anos, conforme o IBGE.

O fortalecimento do mercado de trabalho segue como prioridade, afirma Alexandre Souza, gerente de políticas de emprego e ocupação da Sicos. "A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo entre governos e setores produtivos. Esses espaços de debate são fundamentais para que Santa Catarina continue sendo referência em empregabilidade e redução da pobreza", destaca.

A pesquisa também avaliou o impacto de políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e a importância da qualificação profissional por meio de cursos técnicos. O objetivo é aprimorar estratégias voltadas ao emprego e à superação da pobreza, garantindo maior efetividade das políticas públicas. No estado, esses temas são debatidos no Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda (Ceter/SC) e na Diretoria de Emprego e Renda (Dier).

 

 

 

Da redação

Fonte: RCN

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