Governo Federal promete fiscalizar todos os fretes no país
A Medida Provisória nº 1.343/2026, apresentada pelo governo federal, promete alterar a dinâmica do transporte rodoviário de cargas no país ao reforçar a fiscalização e ampliar as punições para quem descumprir o piso mínimo do frete. Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” na terça-feira (24), o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que a meta é garantir o cumprimento integral da tabela em todas as operações.
Segundo o ministro, a proposta cria mecanismos mais rígidos de controle e busca corrigir distorções históricas que afetam principalmente os caminhoneiros autônomos, que frequentemente enfrentam dificuldades na negociação com grandes empresas.
Fiscalização ampliada e cumprimento do piso
Um dos principais pontos da medida é a promessa de monitoramento total dos fretes realizados no país. De acordo com Renan Filho, o objetivo é assegurar que nenhum transporte seja realizado abaixo do valor mínimo estabelecido por lei, em vigor desde 2018, mas ainda descumprido por parte do mercado.
O ministro também destacou que fatores externos, como oscilações no preço do diesel, não poderão mais ser usados como justificativa para o não cumprimento da tabela. A fiscalização contará com apoio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Penalidades mais rigorosas
A nova MP endurece as sanções para empresas que desrespeitarem as regras. Entre as punições previstas estão a suspensão temporária do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e até o cancelamento da autorização para operar, em casos de reincidência ou infrações graves.
Além disso, as multas aplicadas aos contratantes podem variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação irregular. A medida também prevê a possibilidade de impedir empresas infratoras de contratar novos fretes, bem como responsabilizar sócios e integrantes de grupos econômicos.
CIOT passa a ser obrigatório
Outro avanço apontado pelo governo é a exigência do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) para todos os fretes. O sistema permitirá o acompanhamento detalhado de cada operação e, na prática, impedirá o registro de viagens com valores abaixo do piso mínimo.
Sem o CIOT, o transporte não poderá ser realizado, funcionando de forma semelhante à exigência de nota fiscal. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deve publicar novas resoluções para regulamentar a medida, incluindo regras de fiscalização e aplicação de penalidades escalonadas.
Impacto para caminhoneiros
A expectativa do governo é que a nova política fortaleça a renda e as condições de trabalho dos caminhoneiros, especialmente os autônomos. Segundo o ministro, a falta de alternativas muitas vezes levava profissionais a aceitar fretes abaixo do custo, comprometendo a manutenção dos veículos e o sustento das famílias.
Com a obrigatoriedade do cumprimento do piso, essa prática tende a ser eliminada, criando um parâmetro mínimo de remuneração, comparado pelo ministro ao salário mínimo em outras categorias.
Repercussão no mercado
Renan Filho também afirmou que ações recentes do governo, como a divulgação das empresas que mais descumpriam a tabela, já provocaram mudanças de comportamento no setor. Parte dessas companhias sinalizou que passará a seguir as regras para evitar prejuízos à imagem.
Apesar de possíveis reflexos nos preços ao consumidor, o ministro avaliou que a medida busca evitar abusos e não necessariamente provocar aumento generalizado. Segundo ele, em muitos casos, o descumprimento do piso não resultava em produtos mais baratos, mas em maior margem de lucro para grandes empresas.
Atualização da tabela
Outro ponto destacado é que o piso mínimo do frete será ajustado sempre que houver variação nos custos da atividade, garantindo que os valores acompanhem a realidade do setor. A intenção, segundo o governo, é assegurar equilíbrio nas relações comerciais e evitar prejuízos aos transportadores.
De acordo com o ministro, cerca de 20% das empresas ainda não respeitavam a tabela mínima, o que contribuía para a precarização da atividade e desestimulava investimentos, como a manutenção da frota.
Com as novas regras, a expectativa é estabelecer um ambiente mais justo e transparente no transporte de cargas, reduzindo práticas irregulares e garantindo maior proteção aos caminhoneiros em todo o país.
Da redação
Fonte: Governo Federal
Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.
Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!
Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!
Para mais notícias, clique AQUI
Outros posts Ver todos
21° | Nublado


