Chuva intensa expõe vulnerabilidades e alerta SC
A terça-feira, 9, começou com cenário de risco em Santa Catarina. A chuva persistente registrada desde a madrugada provocou alagamentos em diferentes regiões e levou o volume acumulado no Litoral a superar o previsto para todo o mês de dezembro. Em meio às ocorrências, três pessoas morreram em Palhoça, na Grande Florianópolis, após o carro em que estavam ser arrastado por uma enxurrada.
Tragédia em Palhoça mobiliza forças de segurança
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar e Defesa Civil atuaram no resgate da família. O veículo foi encontrado preso sob uma ponte, parcialmente submerso e pressionado pela correnteza. Na chegada dos socorristas, o bebê de cinco meses já havia sido localizado sem vida às margens do rio. Os dois adultos foram retirados do carro em seguida, em uma operação que exigiu apoio de guincho devido à posição do veículo na estrutura. As vítimas ficaram sob responsabilidade do Instituto Geral de Perícias (IGP).
O governador Jorginho Mello lamentou as mortes e reforçou o apelo para que a população evite áreas alagadas, encostas e locais com risco de desmoronamento. Segundo ele, as equipes estaduais seguem mobilizadas em ocorrências e na orientação de motoristas durante os pontos de maior instabilidade.
Acumulados ultrapassam média de dezembro
Entre as regiões mais atingidas estão os municípios da Grande Florianópolis. Em apenas seis horas, Santo Amaro da Imperatriz registrou mais de 146 mm, Palhoça alcançou 130 mm, Biguaçu chegou a 111 mm e Florianópolis se aproximou dos 90 mm acumulados. O total na região já supera a média histórica de dezembro, estimada em torno de 130 mm.
No Oeste, os temporais ocorreram de forma isolada, mas também resultaram em alagamentos e destelhamentos. A instabilidade permaneceu ao longo da tarde de terça, mas perdeu força à noite, quando o sistema se deslocou para outras áreas do país.
Vento forte e mar agitado ganham protagonismo
Mesmo com a diminuição da chuva, a passagem do ciclone extratropical segue influenciando o tempo na quarta-feira. O fenômeno estará em alto-mar, porém ainda próximo da costa de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, criando condições para rajadas entre 60 e 80 km/h do Meio-Oeste ao Litoral. Nas áreas serranas litorâneas, as rajadas podem chegar perto dos 100 km/h.
O mar também deve ficar mais agitado entre quarta e quinta-feira, com risco de ressaca. As ondas podem alcançar cerca de 2 metros no Litoral Norte e Baixo Vale do Itajaí, entre 2 e 3 metros na Grande Florianópolis e até 4 metros no Litoral Sul, com picos maiores em alto-mar.
Defesa Civil reforça orientações
A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil mantém o monitoramento do ciclone e destaca cuidados essenciais:
procurar abrigo seguro durante temporais
evitar circulação ou permanência perto de árvores, placas, muros e postes
não atravessar ruas inundadas, pontes ou estruturas submersas
redobrar a atenção em áreas de encosta e setores mapeados como risco
evitar navegação, pesca, esportes náuticos e banho de mar
não caminhar ou pedalar na orla quando as ondas ultrapassarem a faixa de areia
A recomendação é que a população acompanhe os comunicados oficiais nos próximos dias, já que o cenário segue sujeito a mudanças rápidas.
Leia também:
- Redução de penas do 8 de janeiro move debate no país
Da redação
Fonte: Secom
Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.
Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!
Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!
Para mais notícias, clique AQUI
21° | Nublado


