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Florianópolis recebe espetáculo Remix de Deborah Colker

Florianópolis recebe espetáculo Remix de Deborah Colker
Data: 17/04/2026

A Companhia de Dança Deborah Colker retorna ao palco do Teatro Ademir Rosa (CIC) para uma especial e curta temporada do seu mais recente trabalho intitulado “Remix”. O público vai pode poder conferir nos dias 17, 18, 19 de de abril o espetáculo que reúne cenas marcantes extraídas de “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4x4” (2002) e “Belle” (2014), incluindo as coreografias com os vasos suspensos e a roda gigante. Os ingressos para as sessões em Florianópolis estão à venda no link.

A Companhia de Dança Deborah Colker é apresentada pelo Ministério da Cultura e tem patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet. Esta turnê ocorre na esteira das comemorações das três décadas de existência da Companhia. Depois do sucesso de “Sagração” (2024), a coreógrafa Deborah Colker e o diretor executivo João

Elias entenderam que este também é um momento para extrair do próprio repertório algo com uma perspectiva totalmente inovadora.

A ideia surgiu em 2025 quando Deborah foi agraciada com o título de Cidadã Honorária de Mesquita, cidade situada na Baixada Fluminense. No dia da cerimônia, havia uma exposição montada com uma retrospectiva da Companhia e uma apresentação de dança realizada por crianças. “Essa homenagem das crianças nos impactou e percebemos que nossas décadas de trabalho têm construído um legado.

Era o momento de olhar para nossa própria história”, revela o João Elias, cofundador da companhia. “Florianópolis sempre foi muito importante, onde vivemos ótimas histórias. É uma cidade fundamental em nossas turnês. Estou e estamos felizes de novamente levar o trabalho para esta cidade que sempre nos acolhe com tanto carinho”.

Para Deborah, o trabalho também desvela outra camada. “Desde 2024, venho enfrentando duras batalhas na vida pessoal que me forçaram a olhar ainda mais para dentro de casa. Minha família e a Companhia são a minha vida”, pontua a coreógrafa. “Seguindo esse fluxo, para mim, foi muito natural fazer esse movimento de revisitar nossa própria trajetória”. Ela destaca ainda que “Remix”, mesmo sequenciando cenas de várias obras, é diferente de tudo já visto antes. “Como toda obra de arte, um livro que você relê, uma música que você ouve outra vez, um filme que você revê, o público vai sentir novas emoções com Remix".

Elias destaca a dramaturgia assinada por ele. “São dois atos com emoções diferentes. No primeiro, há o encontro com os sentimentos mais densos e explosivos. No segundo, tem a alegria e a leveza”. E avisa. “É a produção mais ousada da Companhia para os palcos. São toneladas de equipamentos, muitas pessoas envolvidas e uma grande estrutura de montagem”.

A equipe criativa se completa com a cenografia de Gringo Cardia, que assina todos os cenários originais. Os figurinos ficam sob a responsabilidade de Claudia Kopke, que atualiza os originais de Yamê Reis e Samuel Cirnansck. Berna Ceppas conduz a fusão da trilha sonora. A adaptação dos projetos de iluminação a partir dos originais de Jorginho de Carvalho foi feita por Eduardo Rangel. 

 

 

Da redação

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