00:00
21° | Nublado

8 mitos e verdades sobre o azeite que podem te surpreender
Especialistas esclarecem dúvidas sobre qualidade, propriedades nutricionais, formas de uso e conservação do azeite

8 mitos e verdades sobre o azeite que podem te surpreender
O azeite reúne propriedades nutricionais e versatilidade na cozinha, mas ainda gera dúvidas entre os consumidores. (Foto: Freepik)

Publicado em 15/10/2026

Cada vez mais presente na mesa dos brasileiros, o azeite se destaca tanto pelo sabor quanto por suas propriedades nutricionais. Ingrediente tradicional da dieta mediterrânea, é fonte de gorduras monoinsaturadas, especialmente ácido oleico. Já os azeites virgens e extra virgens também contêm compostos fenólicos, estudados por suas propriedades antioxidantes.

“Quando falamos de azeite, estamos falando de um ingrediente que reúne atributos nutricionais e gastronômicos”, afirma Eduardo Casarin, diretor da Filippo Berio no Brasil. Segundo ele, características como aroma, sabor, amargor e picância ajudam a definir a experiência à mesa.

Cintya Bassi, coordenadora de nutrição e dietética do São Cristóvão Saúde, destaca que as gorduras monoinsaturadas do azeite podem contribuir para a saúde cardiovascular, auxiliando no equilíbrio dos níveis de colesterol. O produto também contém antioxidantes, como o hidroxitirosol, além das vitaminas E e K e de esteróis vegetais.

O interesse pelo produto também se reflete no mercado. Segundo o Conselho Oleícola Internacional (IOC), o Brasil importou 80.768 toneladas de azeite na safra 2024/25, respondendo por cerca de 9% das importações mundiais e 3,1% do consumo global. Entre outubro de 2025 e março de 2026, as importações brasileiras cresceram 40,5% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Com o aumento do consumo, surgem dúvidas sobre como escolher, utilizar e conservar o azeite. Confira oito mitos e verdades sobre o produto.

1. Verdade: o azeite é fonte de gordura monoinsaturada

O ácido oleico é o principal ácido graxo do azeite e está associado a um perfil de gordura considerado favorável em uma alimentação equilibrada.

2. Verdade: azeites virgens e extra virgens contêm compostos fenólicos

Obtidos diretamente das azeitonas por processos exclusivamente mecânicos, esses azeites possuem compostos bioativos estudados por suas propriedades antioxidantes. A concentração varia conforme a variedade da azeitona, a maturação e as condições de produção e armazenamento.

3. Mito: quanto mais picante, melhor o azeite

Amargor e picância podem estar relacionados à presença de compostos fenólicos, mas não são, isoladamente, indicadores de qualidade.

4. Verdade: o azeite pode ser usado para cozinhar

O produto pode ser utilizado em refogados, assados e grelhados. Assim como outros óleos, porém, deve-se evitar temperaturas que provoquem fumaça excessiva.

5. Mito: só o azeite extra virgem faz parte de uma alimentação equilibrada

O extra virgem apresenta características específicas de qualidade e composição, mas diferentes tipos de azeite podem integrar a alimentação, conforme a finalidade e a preferência do consumidor.

6. Verdade: o azeite combina com mais do que saladas

O ingrediente pode ser usado no preparo e na finalização de legumes, verduras, massas, grãos, peixes e carnes, além de molhos, marinadas e algumas sobremesas.

7. Mito: quanto mais verde, melhor o azeite

A cor varia conforme a variedade da azeitona, o grau de maturação e outros fatores. Por isso, a tonalidade não deve ser utilizada isoladamente para avaliar a qualidade.

8. Verdade: a conservação influencia a qualidade

Luz, calor, oxigênio e tempo aceleram a deterioração do azeite. Depois de aberto, o produto deve ficar bem fechado e protegido da luz e do calor.

Amargor nem sempre significa que o azeite estragou. Em azeites virgens e extra virgens, essa característica pode ser natural e estar relacionada à presença de compostos fenólicos.

Além das características sensoriais, pesquisas investigam a relação entre o consumo de azeite e a saúde. Uma meta-análise publicada em 2024 no European Journal of Preventive Cardiology, que reuniu 30 estudos e mais de 2,7 milhões de participantes, encontrou associação entre maior consumo de azeite e menor risco de doenças cardiovasculares e mortalidade.

“Mais do que saber se um azeite é mais suave ou mais intenso, é importante entender suas características e como elas se relacionam com a forma de consumo”, acrescenta Casarin.

Com o mercado brasileiro em expansão, conhecer melhor o produto ajuda o consumidor a fazer escolhas de acordo com suas preferências e a aproveitar sua versatilidade na cozinha.

 

 

Da redação

Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!

Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!

Para mais notícias, clique AQUI

Siga-nos no Google notícias

Google News