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Conjuntivite aumenta no verão e reforça cuidados essenciais
Cidades registram aumentos expressivos da doença e especialistas explicam por que o calor intensifica a transmissão

Conjuntivite aumenta no verão e reforça cuidados essenciais
O aumento dos casos de conjuntivite em várias regiões do país reforça a necessidade de atenção redobrada durante o verão, período em que a transmissão tende a crescer. (Foto: Divulgação)

Publicado em 12/12/2025

O Brasil enfrenta surtos e aumentos expressivos de conjuntivite em diferentes regiões nos últimos meses. Em Porto Alegre, os casos subiram 46% em relação ao ano passado. No Sudeste, a cidade de Campinas registra 27% mais investigações de surtos em 2025 do que em todo o ano de 2024. No Nordeste, as UPAs de Maceió atenderam 904 casos entre janeiro e agosto, um aumento de cerca de 200%. Os dados são das Secretarias Municipais de Saúde das respectivas cidades e reforçam a tendência típica desta época do ano: a conjuntivite dispara com a chegada do calor. E em Florianópolis não é diferente. A partir de setembro, são cerca de 1 mil casos de conjuntivite atendidos mensalmente na rede municipal de saúde.

Considerada uma das enfermidades mais comuns do verão, a conjuntivite se caracteriza pela inflamação da conjuntiva — a membrana transparente que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. Ela pode ser causada por vírus, bactérias, alergias ou substâncias irritantes. Sua transmissão acontece com maior facilidade em ambientes fechados, quentes ou com grande fluxo de pessoas, cenário previsto para o verão em Florianópolis, que espera receber cerca de 3 milhões de turistas.

Profissionais de saúde, como a médica oftalmologista do Hospital de Olhos de Florianópolis (HOF), Déborah Ribas, esclarecem que a temporada exige atenção redobrada: “O verão reúne todos os fatores que favorecem o surgimento da conjuntivite. Com mais exposição, mais contato e menos proteção, os olhos ficam muito vulneráveis, por isso a prevenção precisa ser constante”, afirma.
 
Como prevenir?

Para evitar irritações e quadros infecciosos, a especialista recomenda medidas simples: lavar as mãos com frequência, evitar coçar os olhos e não compartilhar objetos pessoais como toalhas, travesseiros, óculos ou maquiagens.

O uso de óculos de sol com proteção UV também ajuda a proteger contra a exposição excessiva ao sol e ao vento. Já nas piscinas, é importante certificar-se de que os níveis de cloro estão adequados, pois a água mal tratada pode causar irritações e favorecer doenças oculares.
 
Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns incluem: olho vermelho, coceira, ardência, queimação, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento e secreção (remela ou pus). Em casos virais ou bacterianos, a doença é altamente contagiosa, podendo se espalhar rapidamente entre familiares, amigos e frequentadores de piscinas e praias.

Por isso, ao perceber os primeiros sinais, a orientação é evitar o contato direto com outras pessoas e procurar avaliação médica para identificar o tipo de conjuntivite e o tratamento adequado.

 

 

 

Da redação

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