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Câncer de rim pode evoluir sem sinais evidentes
A doença pode não apresentar sintomas nas fases iniciais e ser identificada durante exames de imagem realizados por outros motivo

Câncer de rim pode evoluir sem sinais evidentes
Câncer de rim pode evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais; exames de imagem são fundamentais para investigar alterações suspeitas e auxiliar no diagnóstico da doença. (Foto: Divulgação)

Publicado em 25/10/2026

O câncer de rim pode se desenvolver silenciosamente, sem provocar sintomas no início. Em muitos casos, é identificado durante exames de imagem realizados por outros motivos. Quando os sinais aparecem, podem incluir sangue na urina, dor persistente na região lombar, perda de peso sem causa aparente e cansaço excessivo.

O carcinoma de células renais é o tipo mais comum da doença, representando cerca de 90% dos casos. A incidência é maior entre homens e aumenta com a idade. Entre os principais fatores de risco estão tabagismo, obesidade, hipertensão arterial e histórico familiar.

O urologista Alberto Tomé, especialista em uro-oncologia e cirurgia robótica, destaca que a ausência de sintomas específicos nas fases iniciais dificulta a identificação da doença.

“O câncer de rim pode crescer sem apresentar sinais evidentes. Muitas vezes, o paciente descobre uma alteração durante uma ultrassonografia ou tomografia solicitada por outro motivo”, explica o especialista.

Sinais que merecem investigação

A presença de sangue na urina, mesmo sem dor ou quando ocorre isoladamente, exige atenção. Conhecida como hematúria, a alteração pode estar relacionada a infecções urinárias e cálculos renais, mas também a doenças mais graves.

A dor lombar persistente, especialmente em um dos lados do corpo, também pode justificar investigação. Esses sintomas, porém, não indicam necessariamente câncer e precisam ser avaliados por um profissional de saúde.

Diagnóstico e possibilidades de tratamento

A investigação costuma envolver exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Quando o tumor é identificado em estágio localizado, uma das opções é a nefrectomia parcial, cirurgia que remove a lesão e preserva parte do rim, quando as condições permitem.

“Hoje, quando avaliamos um tumor renal, não consideramos apenas a retirada da lesão, mas também a possibilidade de preservar a função do rim”, afirma Tomé.

Entre as técnicas disponíveis está a cirurgia robótica, que utiliza instrumentos articulados e imagens ampliadas para auxiliar o cirurgião. Quando indicada, pode oferecer maior precisão e contribuir para reduzir o trauma cirúrgico e a perda sanguínea.

A escolha do tratamento depende do tamanho e da localização do tumor, da função renal e das condições gerais do paciente. Em alguns casos, pode ser necessária a retirada completa do órgão. Outras possibilidades incluem vigilância ativa e tratamentos locais.

Cuidados e fatores de risco

Não há recomendação de rastreamento indiscriminado do câncer renal para toda a população. No entanto, o acompanhamento médico é importante para pessoas com fatores de risco.

Controlar a pressão arterial, evitar o tabagismo, manter hábitos saudáveis e investigar alterações urinárias ou dores persistentes são medidas importantes para a saúde dos rins.

Identificar a doença precocemente pode ampliar as possibilidades de tratamento e favorecer a preservação da função renal. Por isso, sintomas persistentes devem ser avaliados por um profissional de saúde.

 

 

 

Da redação

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