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7 tendências capilares que podem danificar seus fios
Especialistas alertam que o excesso de produtos, os procedimentos químicos e as expectativas sobre crescimento podem comprometer a saúde capilar

7 tendências capilares que podem danificar seus fios
Do skincare coreano aos cabelos ultralongos, novidades de beleza exigem cuidados específicos para evitar danos, quebra e irritações. (Foto: Divulgação)

Publicado em 18/10/2026

O universo da beleza reúne tendências que vão dos cortes pixie e bixie aos cabelos ultralongos, passando por produtos coreanos, máscaras com proteínas, colorações escuras, perfumes capilares e até o frizz natural.

Mas nem toda novidade funciona para todos os cabelos. O excesso de produtos, procedimentos químicos frequentes e expectativas irreais sobre crescimento podem prejudicar os fios. Especialistas explicam os cuidados necessários antes de incorporar essas tendências à rotina.

1. Skincare coreano para cabelos: mais produtos significam fios saudáveis?

Séruns, essências e ampolas para o couro cabeludo popularizaram uma rotina capilar inspirada no skincare facial. Entretanto, nem todo cabelo precisa de tantas etapas, e os cuidados devem considerar as características individuais.

“A grande contribuição da cosmetologia coreana está na valorização da prevenção e no respeito à barreira cutânea. Mas é importante entender que as necessidades variam de pessoa para pessoa”, explica a Dra. Tatyana Braga, dermatologista e tricologista, especializada em Cosmiatria. A especialista ressalta que o clima, a oleosidade e os hábitos de cada pessoa devem ser considerados.

2. Pixie e bixie: o arrependimento pode durar

Os cortes curtos voltaram à moda. O pixie aposta em fios mais curtos, enquanto o bixie combina características dos cortes bob e pixie. Antes de mudar o visual, porém, é importante lembrar que recuperar o comprimento leva tempo. Os cabelos crescem, em média, cerca de um centímetro por mês, com variações individuais.

“O crescimento do cabelo segue um ciclo biológico que precisa ser respeitado. Muitas pessoas acreditam que determinados produtos ou tratamentos conseguem acelerar esse processo de maneira extraordinária, mas não funciona assim”, orienta a Dra. Amanda Caroline Costa Leitão, médica com atuação em transplante capilar.

3. Proteínas no cabelo: quando a reconstrução é excessiva

Máscaras com queratina, aminoácidos e proteínas são procuradas para recuperar fios danificados por colorações, descolorações e ferramentas térmicas. No entanto, o uso excessivo de determinados tratamentos pode deixar o cabelo rígido, reduzir a maleabilidade e favorecer a quebra.

“Nem sempre acrescentar mais um produto ou intensificar um tratamento significa melhorar a qualidade dos fios”, explica a Dra. Angélica Pimenta, dermatologista e tricologista. A recomendação é avaliar o histórico químico e as condições da fibra capilar antes de definir a rotina de cuidados.

4. Espresso Brunet: cabelos escuros também exigem cuidados

Os castanhos profundos e brilhantes, inspirados na tonalidade do café espresso, ganharam espaço. Embora geralmente exijam menos agressão química do que clareamentos intensos, as colorações escuras também precisam considerar a resistência dos fios e os procedimentos anteriores.

“Antes de definir uma nova coloração ou descoloração, precisamos avaliar o histórico químico e entender o que aquele cabelo realmente suporta”, afirma Odila Martins, cabeleireira e terapeuta capilar com mais de 20 anos de experiência.

5. Frizz natural: é preciso eliminar os fios arrepiados?

O frizz ganhou espaço em referências de moda, como a Prada, acompanhando a valorização de cabelos com aparência natural. Entretanto, fios arrepiados não indicam necessariamente um problema. A atenção deve aumentar quando há ressecamento intenso, quebra, aspereza ou perda de resistência.

“Nem toda característica estética representa uma alteração que necessita de tratamento”, explica a Dra. Karla Fonseca, médica especialista em medicina capilar. Mudanças persistentes na qualidade dos fios ou no couro cabeludo devem ser investigadas.

6. Perfumes capilares: quando o excesso pode irritar

Os perfumes específicos para cabelos ganharam espaço na rotina de beleza, mas não substituem a higienização. Produtos com fragrâncias podem provocar irritação ou sensibilidade em algumas pessoas, especialmente quando aplicados diretamente no couro cabeludo.

“Em alguns casos, o mais importante não é adicionar tratamentos, mas reduzir as agressões e adequar a rotina”, orienta Michelle Vianna, fisioterapeuta dermatofuncional e tricologista. A especialista destaca que os cuidados devem considerar as necessidades de cada cabelo.

7. Cabelos ultralongos: crescer a qualquer custo pode prejudicar os fios?

Manter cabelos muito longos exige cuidados com as pontas, que ficam mais expostas ao calor, ao atrito, à radiação solar e aos procedimentos químicos. Também é importante diferenciar crescimento lento de quebra: os fios podem crescer normalmente na raiz, mas perder comprimento devido ao enfraquecimento das pontas.

“Quando existe uma dificuldade importante de crescimento, afinamento ou queda, precisamos investigar o que está acontecendo”, explica o Dr. Alan Wells, especialista em transplante capilar com mais de 20 anos de experiência. Segundo ele, identificar a causa é fundamental para definir a abordagem adequada.

 

 

Da redação

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