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Street Art Tour leva arte às ruas de Floripa
Terceira edição do festival reuniu cerca de 15 mil pessoas com shows, murais, oficinas e outras atrações

Street Art Tour leva arte às ruas de Floripa
O Largo da Alfândega foi tomado pela arte urbana durante o último fim de semana, quando a terceira edição do Street Art Tour reuniu aproximadamente 15 mil pessoas em Florianópolis. (Foto: Pedro Malamam/Caio Graça/Green Fotografias)

Publicado em 08/09/2026

O Largo da Alfândega se transformou numa grande arena de arte urbana no último fim de semana. Em 5 e 6 de setembro, o Festival Street Art Tour – Conexões Lusófonas ocupou o espaço com murais, shows, tour guiado, oficinas e mercado de arte, reunindo um público estimado em 15 mil pessoas ao longo dos dois dias. No palco principal, o público vibrou com apresentações de Criolo, Amaro Freitas, Dino D'Santiago, Melly, Stefanie, Makalister e MC Versa.

Com duas edições anteriores marcadas pelo sucesso, o festival já vinha deixando sua assinatura nas paredes e muros do centro histórico e de outros bairros de Florianópolis, um legado que faz da cidade uma referência nacional em arte urbana. Nesta edição não foi diferente: ao todo, foram 12 murais realizados por mais de 100 artistas, que devem seguir compondo a paisagem da cidade muito depois de encerrada a programação. As peças de maior porte, ainda em finalização, devem ficar prontas até meados de setembro.

Nesta terceira edição, o projeto trouxe artistas de diferentes países lusófonos, como Portugal, Cabo Verde e Angola, que deixaram suas marcas em diversas empenas e fachadas da cidade, expressando, em cada mural, suas diferentes linguagens, técnicas e estilos artísticos. "A realização da nossa 3ª edição consolida o alcance do projeto em promover a integração entre a arte, a cidade e as pessoas, conectando talentos de diversas partes do Brasil e do exterior. O grande destaque dessa edição foi a ocupação do centro da cidade — um local extremamente simbólico —, onde montamos uma grande arena com programação repleta de atividades da cultura e arte urbana. Foi uma grande celebração para todos os envolvidos!", celebra Marina Tavares, coordenadora do Street Art Tour.

Além dos shows e murais, o fim de semana reuniu outras frentes de programação: o público pôde participar de oficinas, do tour guiado pelos murais do centro histórico e do mercado de arte, com produtos de artistas e marcas locais. No domingo, dia 6, teve ainda o torneio de crews, que premiou a CTGKLAN em primeiro lugar, o Ateliê Vivências Urbanas em segundo e a GRUVE-SE em terceiro. 

A novidade fica por conta do mural de Blumenau, o primeiro em empena feito na cidade, com início previsto para a próxima semana. A programação também segue nas exposições: "Língua Viva", de Cris Pagnoncelli, em cartaz até 3 de outubro na Galeria Berlin (terça a sábado, das 13h30 às 23h), e "É Apenas o Começo", de Wagner Wagz, até 1º de outubro na Galeria Municipal Paulo Vichetti (segunda a sexta, das 12h às 18h), ambas abertas ao público gratuitamente.

Em 2026, o festival teve como tema Conexões Lusófonas, propondo um olhar sobre a língua portuguesa não como símbolo de unidade pacífica, mas como resultado de encontros, migrações, resistências e misturas culturais que seguem vivas até hoje. Falado em países atravessados pela colonização portuguesa, o idioma deixou de pertencer apenas a Portugal há muito tempo: cada território o reinventou à sua maneira — nas ruas de Luanda, nos becos do Rio de Janeiro, nos terreiros, nos slams, no rap crioulo de Cabo Verde, no samba, no funk, no kuduro e no graffiti que hoje circula entre continentes. 

 

 

Da redação

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